A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/10/2019

No filme “Fragmentado”, dirigido por Night Shyamalan, o protagonista Kevin sofre com transtorno dissociativo de identidade, uma doença mental que altera sua personalidade. Na película, os maus tratos de sua família, que desconhecia sua condição, e a falta de assistência psiquiátrica adequada tornam Kevin um perigo para si e para a sociedade. Analogamente, no que tange ao debate acerca da doença metais no Brasil, é necessário que a família e o Estado atuem de modo conjunto a fim de assegurar a saúde mental do indivíduo, um direito previsto em lei.

A princípio, é  fundamental que a família saiba lidar com a condição psíquica do portador de transtorno mental, pois, somente assim, será possível garantir um tratamento efetivo. Dessa forma, consoante ao filósofo francês Bordieu, a família tem papel decisivo na adequação do indivíduo a sociedade, o que impede que ele represente um perigo para si ou para seu meio social. Contudo, no Brasil, o desconhecimento acerca das doenças mentais e seus tratamentos impera, urgindo, portanto, a necessidade de o Estado adotar medidas a fim de mudar essa realidade. Feito isso, a família cumpriria seu papel e seria possível galgar dregaus rumo a um tratamento eficiente às doenças metais no país.

Sendo assim, o governo brasileiro deve tomar parte a questão, posto que é seu dever contitucional assegurar o tratatamento cabível às doença mentais. Entretanto, a ineficiência dos centros especializados e gratuitos, como o Centro de atenção Psicossocial (CAPs), que gararatem assitência médica aos famíliares e indivíduos portadores de distúrbios psíquicos e/ou psicossomáticos, a exemplo da esquizofrenia e depressão, prejudica o acesso a esse direito. Essa problemática se perpetua devido  ao pensamento psicofóbico presente na sociedade brasileira, em que o preconceito  acerca dos transtornos mentais corrobora a repulsa dos indivíduos aos tratamentos. Logo, o Governo Federal deve intervir nessa questão.

Por isso, com o intuito de garantir um tratamento adequado e humanizado aos portadores de doenças mentais ao reascender o debate sobre as doenças mentais no país, o Estadao deve formular parceirias com a mídia e com o terceiro setor para a elaboração de campanhas socioeducativas no Brasil. Desse modo, por meio de cartilhas literárias, conteúdo radio-televisivo e/ou palestras que exponham  a possibilidade de tratamento de trantornos mentais será possível erradicar a psícofobia, muito presente na realidade brasileira, fomentando, consequentemente, a busca de familiares e indivíduos pela ajuda especializada já oferecida no país.Sob esse viés, a população entenderá que doenças mentais são tratáveis e que seus portadores podem conviver harmonicamente em família e sociedade.