A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 22/10/2019
O livro “Thirteen Reasons Why” de Jay Asher, relata ao leitor a história de Hanna Baker, que após episódios de “bullying” comete o suicídio. Ao longo da trama a personagem deixa fitas de áudio para alguns personagens, e em uma delas é apresentado a negligência vivida pela jovem. Similarmente ao livro a banalização e negligência aos transtornos mentais são recorrentes e precisam ser debatidos. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Em primeiro plano, o número de pessoas que sofrem com transtornos mentais e a falta de cuidados eficazes são altos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) 400 milhões de pessoas ao redor do globo sofrem desses transtornos e entre elas 75% e 85% não tem acesso ao tratamento adequado. O conhecido Hospital Colônia em Barbacena, que hoje está desativado, foi palco de muitos abusos no século passado, um local de segregação social e desrespeito ao ser humano. Dessa forma, a história de quem tem problemas mentais influi em debates sociais urgente.
Em segundo plano, a falta de empatia tem afetado diretamente nas vítimas dos transtornos. De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, a modernidade líquida é o individualismo, ou seja, o olhar voltado para si e não para o coletivo. Todavia, o ser humano vive em sociedade, e a incidência dos casos de depressão e outros transtornos é evidente, assim como, a falta do olhar empático. Em suma, isso tem afetado a população mundial.
Haja vista os argumentos apresentados, é mister que órgãos públicos tomem providências para amenizar esse quadro. Portanto, o (MEC) Ministério da Educação em parceria com a Mídia deve criar debates ao vivo em escolas do Brasil, por meio de perguntas do público feitas ao profissionais da área, psiquiatras e psicólogos, com respostas objetivas e com dados sobre o assunto. Para que, tanto os alunos quanto a população estejam cientes sobre o tema, logo casos como o de Hanna Baker poderão ser evitados.