A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 24/10/2019

Sigmund Freud, considerado pai da psicanálise, foi o propulsor do estudo sobre a mente humana no século XIX. A partir desses estudos foi possível perceber os comportamentos da consciência humana, que proporcionou o entendimento de várias doenças mentais. No entanto, mesmo com os avanços da Medicina, ainda se tem uma banalização sobre as doenças mentais, como também há uma carência no tratamento correto para pessoas que sofrem com essas doenças.

Em primeira análise, as doenças mentais que mais afetam os brasileiros são ansiedade e depressão. Aproximadamente 10% da população convive com esses transtornos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Tais doenças são tratadas como coisas banais pela sociedade e possuem sintomas que estão visíveis para quem está ao redor da pessoa para ajudá-la, mas na maioria das vezes, isso não acontece. Sendo que esses indícios são vistos como falta de vontade, preguiça, estresse e por isso, não são levadas a sério pelo ciclo social da pessoa doente. Diante desses pré-julgamentos, é notório que a importância dessas doenças são postas de lado devido à falta de habilidade em lidar com a dor do outro, de modo que não se da a importância necessária a sinais que são tão consideráveis.

Em segundo ponto, 80% das pessoas que sofrem desses males não têm acesso a tratamento adequado, uma vez que a falta de Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) em todas as regiões do Brasil, acaba influenciando na falta de assistência para a população que possui transtornos/doenças mentais. Segundo dados sobre saúde mental publicado pelo Ministério da Saúde, os estados da região Norte são aqueles com maior dificuldade na expansão e consolidação da rede CAPS. Dessa forma, com a falta de unidades de tratamento adequado faz com que as enfermidades das pessoas evoluam para estágios mais graves e que podem levar até a morte.

Portanto, a  necessidade de debater as doenças mentais é necessária. Para isso, é preciso que o Ministério da Saúde com foco na região Norte do país, construa mais Centros de Atenção Psicossocial, implantados de modo estratégico para que pessoas de várias cidades próximas possam ser atendidas e diagnosticadas nesses centros. A fim de que a população do Norte tenha um tratamento adequado de suas doenças mentais. Ademais, é preciso que as famílias procurem debater sobre doenças mentais para que o assunto seja bem estruturado, e em caso de sintomas das doenças mentais auxiliem os familiares a procurarem um especialista. Assim, as doenças mentais não serão vistas pela sociedade como coisas banais.