A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 30/10/2019
O ditame popular “mente sã, corpo são” revela a importância da saúde mental para o bem estar geral da comunidade brasileira, a qual contudo se encontra em crise no contexto hodierno. A persistência e o agravamento de doenças mentais tem seu cerne na ausência de diálogo no ramo familiar e na não participação efetiva do Estado, os quais corroboram para diversos prejuízos sociais, sendo fulcral o combate a eles.
As famílias brasileiras desconhecem sintomas cruciais para o diagnóstico precoce devido a ausência de debates sobre as doenças mentais, favorecendo assim seu crescimento exponencial. Sob esta ótica iminente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou dados alertando a população global de que, a partir de dois mil e catorze, existirão mais pessoas com depressão do que com câncer no mundo. Diante disso, impedir que a negligência familiar perdure configura-se como forma de atenuar os índices de transtornos mentais.
O Estado, que reconhece em sua constituição cidadã a importância do assunto, é ausente em sua resolução. Consoante a isso, Aristóteles apresenta o conceito de isonomia, equidade no tratamento com todos, o qual não é a realidade dos enfermos mentais, que tem seus direitos vilipendiados. Ainda que a Lei n° 10 216 garanta modelos assistências, muitos não possuem acesso. Nesse sentido, a falta de discussão corrobora para a inércia estatal e o descumprimento da lei.
Portanto, visando iniciativa parental na busca por tratamento, o Ministério da Saúde e os postos de saúde devem orientar as famílias para que identifiquem os sintomas principais por meio da divulgação do Manual de Estatística e Diagnóstico de Transtornos Mentais, elaborado pela OMS. Ademais, O Poder executivo, responsável pelo cumprimento efetivo das leis, precisa aumentar os pontos de atendimento psicológicos e psiquiátricos, para que o Estado não continue omisso. Assim, apenas com a garantia da isonomia de Aristóteles, o ditado popular pode se tornar a realidade nacional.