A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 26/10/2019

Com o avanço da tecnologia e o estilo de vida mais acelerado, a saúde mental está cada vez mais prejudicada. Há cada vez mais pessoas com depressão, ansiedade e síndrome do pânico. No entanto, apesar da tecnologia agravar esse quadro, ela também da a oportunidade de informação a essas pessoas, não apenas com as doenças citadas, mas qualquer tipo de psicopatia, uma vez que torna o assunto mais debatido, incentivando os indivíduos a procurarem ajuda e, aos poucos, erradicando o preconceito da sociedade.

Em primeiro plano, destaca-se que, com a difusão de informação, o assunto está, aos poucos, deixando de ser um tabu. Durante muito tempo,  pessoas com doenças mentais foram vistas como loucas, sendo marginalizadas e recebendo tratamentos extremos e ineficientes, como os choques, que foram muito utilizados na década de vinte. Devido a isso, era muito comum que essas pessoas sofressem com a discriminação, que deixa suas marcas até os dias atuais. É muito comum, ainda, ver quem negue a necessidade de frequentar um psicólogo por medo do julgamento alheio e pela visão retrógrada que os associa a “médicos de gente louca”

Ademais, debater sobre o assunto é de suma importância para incentivar esses indivíduos e suas famílias a procurarem tratamento. É de grande importância que quem sofre com as doenças possam sentir-se a vontade para falar o que sentem, especialmente em casa. Esse processo tornou-se muito mais fácil com a propagação das redes de apoio, como é o caso do Centro de Valorização da Vida - CVV, que auxilia na prevenção ao suicídio.

Torna-se evidente, portanto, que o Ministério da Saúde deve criar um projeto com o objetivo de difundir informação, podendo começar pelas escolas, com “workshops” anuais para pais e alunos de conscientização da importância de procurar tratamento, ajudando a desmistificar o assunto. Além disso, esse acompanhamento deve ir até comunidades mais carentes, onde o acesso a informação é mais escasso. Dessa forma, doença mental deixará de ser um tabu na sociedade.