A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 01/11/2019

A CINESIA DO CAMINHO

Conforme Platão: “O importante não é viver, mas viver bem.” Segundo o filósofo, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Contudo, no Brasil, a saúde e a qualidade de vida é um problema, visto que, há um crescente número de casos sobre doenças mentais, os quais afetam diretamente no índice de suicídio. Nesse contexto, é necessário verificar o papel fundamental do Estado e suas ações perante a situação, que torna-se cada vez mais desafiadora.

A princípio, a Constituição Cidadã de 1988 garante a saúde de qualidade como direito de todos e dever do Estado, sendo o compromisso deste, promover o acesso igualitário e universal às ações e aos serviços para sua formação e proteção, todavia, o Poder Executivo não efetiva esse direito. Nesse sentido, vale ressaltar a lógica de Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, no qual disserta que a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo, verifica-se que esse conceito encontra-se deturpado no país, uma vez que, urge maior atenção especializada para as pessoas portadoras de transtornos mentais, sendo uma das principais causas reverberadora dos grandes problemas de saúde.

Outrossim, a Organização Mundial da Saúde (OMS), prevê que em 2020 a depressão será a doença que mais afetará a população como forma de invalidez. Assim, a necessidade de falar sobre as doenças mentais é ainda maior, sendo que é um tabu na sociedade brasileira. Por conseguinte, faz-se preciso atentar-se às necessidades pessoais, como lazer e consciência emocional, pois, a falta desses corrobora o sintoma de infelicidade e leva às mortes autoprovocadas, fato que tem ocorrido no país, onde a taxa de suicídios a cada 100 mil habitantes aumentou 7% - dado disponibilizado pelo G1 em Outubro de 2019.

Ante o exposto, faz-se necessário que o Poder Executivo invista no Ministério da Saúde (MS), órgão responsável por promover o bem-estar da sociedade, por meio de verbas governamentais, para que esse intensifique a atuação dos Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) e alcance todo o território nacional, assim, será mitigado o problema de depressão da população como um todo e, ademais, o índice de autocídio irá decrescer. Dessa maneira, poder-se-á viver conforme a filosofia de Platão.