A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 29/10/2019
No limiar do século XVIII, o ultrarromantismo se desenvolve na segunda geração literária, movido a um pessimismo extremo, tristeza profunda e melancolia consistente, definido como mal do século. Embora a retratação dessas características se encontre em poemas, fora das obras a realidade não difere, visto o aumento das doenças mentais na população nos últimos anos. Nesse sentido, debater a banalização dos casos e a influência tecnológica no modo de vida do indivíduo é essencial para a sua resolução.
Nesse contexto, é importante salientar que, segundo Hobbes, tem-se aversão ao que não é conhecido os danos. Logo, é válido analisar que o descaso com portadores de distúrbios mentais ignora a gravidade dos sintomas vivenciados, sendo atribuídos a sensações “normais” e tratados de forma igualitária a outras enfermidades. O estereótipo de “louco” impede a busca por ajuda dessas pessoas devido as associações pejorativas atribuídas, sendo prejudicial ao alcance do bem-estar próprio.
Outrossim, as pressões sofridas em relação a profissão a ser escolhida e inserção no mercado de trabalho contribui para desenvolver sentimentos como inferioridade, stress e ansiedade, sendo acentuadas com as declarações feitas em redes sociais, em maioria depreciativas. De acordo com Freud, somos de carne mas vivemos como se fôssemos de ferro, sendo análogo a postura exercida diante o mundo digital, em que é exposto o parecer em detrimento do ser e esconde as verdadeiras faces da questão.
Infere-se, portanto, a necessidade de dialogar abertamente sobre os desafios vividos por emissores de doenças mentais. Cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Poder Público inserir psicoterapeutas nas redes de ensino, setores de trabalho e por meios de canais virtuais na internet, assim como áreas destinadas ao lazer e interação social nesses ambientes, com o fito de promover o diálogo e bem-estar mental. Ademais, o Ministério da Justiça sancionar leis que exija a inclusão de portadores no âmbito escolar e trabalhista, com o apoio da mídia, para divulgar a importância da socialização e abordagem adequada da população atingida.