A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 29/10/2019
No romance “O filho eterno” o autor brasileiro Cristovão Tezza retrata a vida de Felipe, uma criança com Síndrome de Down que tem que lidar com várias dificuldades e preconceitos impostos ao longo da vida. Hodiernamente, indivíduos que nascem ou desenvolvem algum transtorno mental sofrem como mostra a realidade explícita na obra. Nesse sentido, o principal obstáculo enfrentado pelo paciente é aceitar e lidar com a doença. Entretanto, a banalização evidente na sociedade e o preconceito imposto dificultam o processo.
A princípio, é fundamental salientar sobre a irrelância da saúde mental para a população. Segundo o psicólogo André Dória, a saúde metal é a área da saúde mais invisível. Visto assim, tanto a população quanto o Estado desprezam o significado de uma vitalidade psicológica, tratam como um processo simples e, por diversas vezes, deduzem ser voluntária. Logo, a arduidade de reconhecer e zelar do problema se torna ampla, pois o indivíduo não possui nenhum subsídio, agravando ainda mais o quadro.
Outrossim, é necessário debater sobre outra manzela da sociedade: o preconceito com os doentes mentais. Consoante ao psicanalista Freud, temas que a nação tem dificuldades de discutir, tornam-se preconceituosos, Nessa lógica, a sociedade não consegue debater sobre a gravidade dos transtornos mentais e de seus cuidados, preferindo se encontrar na ignorância. Desta forma, até a família de uma vítima rejeita o transtorno, decide disfarçá-lo para não lidar com a realidade de suas consequências. Dessarte, além de lidar com a seriedade do problema, o doente ainda é prejulgado no meio social.
Portanto, segundo o filósofo racionalista René Descartes: “Não existem métodos fáceis para problemas difíceis”. Nesse sentido, medidas severas devem ser tomadas, evidenciando um comprometimento populacional com a gravidade das doenças mentais. Logo, cumpre ao Ministério da Saúde a tarefa de demonstrar à sociedade a relevância da vitalidade mental, desconstruindo a visão preconceituosa arcaica, por meio de projetos que busque a comoção perante a realidade de um doente e palestras que dediquem a ensinar os cuidados e sintomas. Para que, assim, a nação acolha de forma compatível o enfermo e nenhum indivíduo possa passar pelas dificuldades impostas à Felipe.