A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 30/10/2019

Na obra cinematográfica Coringa, produzida por DC comics, o personagem Arthur Fleck sofre de uma doença mental, cujo sintoma é a risada incontrolável, também remete a demais transtornos, tais como depressão, alucinação e esquizofrenia. Não distante da ficção, a atual conjuntura social padece com estas psicoses, de mesmo modo, a apatia com indivíduos portadores. Nesse contexto, faz-se pertinente pleitear acerca das implicações e soluções oferecidas pelas doenças mentais.

De acordo com o filósofo indiano Jiddu Krishnamurth, “não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente”. Nesse lógica, o indivíduo está suscetível à transtornos mentais, e conforme ao pensamento de Jiddu, a deficiência não está apenas no homem, mas no corpo social. Dessa forma, o âmbito de convivência, primordialmente, com intuito de socialização e auxílio, atua de modo contrario, passa a ser um lugar prejudicial à sanidade mental. Faz-se fundamental adequar o atual corpo social diante desta problemática.

Ademais, é preciso considerar que a recorrência nos casos de transtornos mentais está atrelada a falha no sistema de saúde pública. Na lei 13.819, presente na Constituição Federal de 1988, onde institui a política nacional de prevenção da automutilação e do suicídio, tem por objetivo promover a saúde mental. Desse modo, o tratamento para os portadores de transtornos metais é enfatizado, no entanto, é restrito para uma minoria de indivíduos em uma sociedade frisada pelo demasiado problema.

Entende-se, portanto, com as implicações supracitadas que a questão do debate à respeito da saúde mental é significativa para a construção de uma sociedade saudável. Nesse hiato, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com ONGs, por meio de investimento em profissionais da área, de modo a democratizar o acesso à tratamentos psicológicos, afim de promover uma redução progressiva nos casos de psicoses. Para mais, cabe a Escola ligadamente à Família, por meio de palestras e diálogos acerca das doenças mentais e , desse modo, reconhecer e amparar os indivíduos acometidos pelas mesmas, afim de reduzir o número de autodestruições irreversíveis. Posto isso, o debate relacionado a doenças mentais, resultará na atenuação no número de afetados e com isso, essa adversidade não passará de uma ficção cinematográfica.