A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 30/10/2019
Para o escritor Franz Kafka, " a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana “. Essa afirmativa evidencia o quanto a dignidade humana é importante para a sociedade. Entretanto, no Brasil, muitas pessoas que apresentam doenças mentais, infelizmente, não possuem sua dignidade respeitada. Isso ocorre devido ao preconceito e ao descaso do governo. Dessa forma, cabe uma análise acerca dessa problemática.
Primeiramente, há um pré-julgamento relacionado a essas doenças psiquiátricas por parte de uma parcela da população. Como consequência disso, os indivíduos que possuem alguma alteração no seu comportamento ou na sua forma de pensar, acabam ficando receosos em procurar ajuda. Isso faz com que o número de pessoas com depressão, por exemplo, aumente significativamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 5,8% da população brasileira sofre com essa enfermidade. Assim, lamentavelmente, o preconceito se torna um dos principais agravantes desse impasse.
Ademais, além do pré-julgamento, há uma falta de investimento por parte dos estados nessa área da saúde. Para Alexandrina - membro da Associação Brasileira de Psiquiatria -, “existe uma grande disparidade entre os problema físicos, em que se investe em tratamento, e as doenças mentais, que seguem desvalorizadas”. Logo, isso evidencia o quanto, infelizmente, a afirmação de Franz Kafka não está presente de forma efetiva no cenário brasileiro.
Fica claro, portanto, que as doenças mentais têm passado por impasses no país. Para que o preconceito seja combatido, urge que a mídia faça, por meio da televisão, reportagens acerca dessa questão. Tais reportagens devem informar as pessoas sobre o quão grave são as doenças mentais e devem abordar, ainda, exemplos de pessoas que possuem tais doenças. Só assim, haverá uma maior solidariedade e um maior respeito pela dignidade pela dignidade humana, como afirmou Franz Kafka, além da redução do número de pessoas com doenças psiquiátricas.