A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 31/10/2019
Na conjuntura social atual, temos uma atmosfera como a da “Belle Époque” europeia do século XIX, onde várias invenções foram criadas no intuito de facilitar a vida das pessoas. No entanto, a sociedade contemporânea tem desenvolvido malefícios a si própria, como por exemplo, problemas de saúde mental. Tal fato deve-se à excessiva utilização de tecnologia pela indústria para impor e criar padrões de vida, e também, a precária estrutura brasileira de tratamento psicológico.
A priori, é importante salientar que a Constituição Federal de 1988 prevê o direito de todo cidadão brasileiro à saúde. Contudo, por consequência histórica de séries de exclusões das periferias em projetos de infraestrutura, no Brasil atual, não há tratamento adequado para grande parte da população com doenças mentais. Por consequência, tem-se uma sociedade que é menos criativa e inovadora. Culminando, por isso, em uma escassez de produção tecnológica.
Além disso, cada vez mais tendências e estilos de vida são criados pela indústria e potencializados com auxílio da tecnologia. Tais propagandas podem ser consideradas gatilhos para o desenvolvimento de doenças psicológicas. Isso é devido ao fato de que muitos indivíduos não alcançam os padrões impostos a eles, o que pode gerar sentimentos de insuficiência e frustração consigo mesmos.
Portanto, a população com bem estar mental cria uma melhor sociedade e uma melhor nação. Por isso, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério de Educação e Cultura, desenvolver projetos sociais que integrem a escola e a família, explicitando a importância de acompanhamento psicológico profissional e, somado a isso, expandir o acesso das pessoas ao tratamento de doenças que afetam a mente. Essas medidas devem ser cumpridas com a finalidade de tornar a sociedade apta a desenvolvimento tecnológico e econômico da nação.