A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 30/10/2019

Em 2019, foi lançado o filme “Coringa”, que tem como protagonista Arthur Fleck, um homem de classe baixa que possui depressão e esquizofrenia. Nesta película, o personagem passa por tratamento psiquiátrico gratuito no hospital, porém, os serviços são interrompidos por cortes de verba, deixando Arthur em situações terríveis para seu psicológico frágil. Atualmente, a sociedade passa por um período onde o atendimento para doentes mentais avança cada vez mais. Entretanto, também é crescente o preconceito para com essas pessoas, e com a alta demanda, os serviços gratuitos não se efetivam, consequentemente, não havendo melhora.

Primeiramente, é evidente apontar que uma “consciência social”, sobre os problemas que afetam a mente, foi desenvolvida com muita dificuldade e apenas tornou-se efetiva por meados do início do século XXI. Anteriormente a esse período, pessoas que possuíam problemas mentais, ou algum sintoma destes, eram chamados de “esquisitos” e suas doenças tornavam-se “besteira”, “frescura”, entre outros nomes de cunho ignorante. Desse modo, a falta de conscientização sobre doenças mentais prejudica a vida de diversas pessoas, tornando-as negligenciadas pela sociedade, evento que ainda ocorre em certa intensidade.

Em segundo caso, deve-se observar que, mesmo com um bom embasamento por parte da população sobre problemas mentais, o valor do tratamento ainda é um fator importantíssimo que dificulta uma vida normal para portadores de doenças mentais. Devido a esse agravante, boa parte da população de classe média-baixa e baixa não consegue amparo governamental em centros médicos de saúde mental. Esse descaso existe pela falta de investimento para o atendimento público, por meio do governo, destinando o auxílio somente para aqueles que possuem poder aquisitivo pra tanto. Estes últimos, representando uma mísera parte da sociedade.

Em síntese, os empecilhos para que o ocorra auxílio ideal para os doentes mentais, estão no quesito econômico e educacional. Dessa forma, o Ministério da Saúde (MS), seguindo a Organização Mundial de Saúde, deve aumentar os investimentos em tratamentos gratuitos em clínicas públicas, atendendo pessoas que não podem pagar os procedimentos. De modo a reduzir o preconceito sobre problemas mentais, também cabe ao MS realizar palestras com especialistas para esclarecer dúvidas sobre essas doenças, sendo realizadas em ambientes públicos para pessoas de todas as classes e idades. Assim, dando um fim na proximidade com a fictícia “realidade” de “Coringa”.