A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 30/10/2019

Durante a expansão do nazismo, o holocausto defendia práticas segregadoras a fim de purificar a nação alemã. Dessa forma, tal ideologia gerou a perseguição de diversas camadas populares, dentre elas, os portadores de doenças mentais, que eram tratados como anomalias pelo governo vigente da época. Sob esse viés, é possível analisar a atual situação de tal camada em escala global, uma vez que, apesar do fim de sua perseguição, a negligenciação do fato ainda é recorrente por parte da sociedade.

Em síntese, o conhecimento constrói pontes. Concomitante à referente afirmativa, é indubitável salientar a importância do debate atinente as doenças mentais, à medida que o abismo existente venha a ser reduzido. Nesse sentido, é possível enfatizar a máxima proposta pela escritora e ativista Hellen Keller, na qual afirma: " O resultado mais sublime da educação é a tolerância" , de modo a enfatizar a importância de tal temática enquanto formadora educacional e posteriormente, social. Contudo, tais ideologias permanecem descondizentes com a atual sociedade em que se vive.

Ademais, a negligência é geradora de imbróglios. Dessa maneira, observa-se a cada momento o abandono de políticas que busquem a consolidação de uma total inserção dos deficientes mentais em todos os contextos, tanto sociais, quanto educacionais e trabalhistas, além de medidas que visem um eficaz acompanhamento médico. Prova disso, se dá com os dados fornecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), onde estima-se que cerca de 400 milhões de pessoas no mundo são afetadas por algum distúrbio mental e aproximadamente 80% destes não recebem tratamento adequado. Analogicamente reafirma-se então, a necessidade de debates relacionados à causa .

Fica claro, portanto, a indubitável inerência do sentimento segregador em relação as “minorias” sociais, que como toda parcela da população tem muito a agregar. Logo, medidas de cunho conscientizador e potencializadores na ala da saúde referente ao campo psiquiátrico, devem ser estabelecidas como passo primordial para a resolução dos impasses. Primeiramente, o Ministério da Educação deverá elaborar palestras, com o auxílio de profissionais da área da saúde e portadores de doenças mentais, a fim de esclarecer dúvidas sobre a sua inserção e disseminar um sentimento anti-segregador, especialmente no Brasil.

Além disso, o Governo referente a cada país, deve promover a construção de um maior número de hospitais, que visem o tratamento de pacientes psiquiátricos, através de médicos especializados com capacidade de oferecer todo o tratamento necessário, para reduzir o número de doentes em condição de abandono e facilitar sua reinserção social. Desse modo, espera-se reverter tal imbróglio, ao passo que, a segregação seja deixada no passado nazista.