A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 30/10/2019
Em “Joker”, o protagonista Arthur Fleck encontra-se com diversos transtornos e doenças mentais, é visível a péssima reação das pessoas a sua volta, que o desprezam mesmo conscientes de sua condição, julgando que o mesmo partilha de forma voluntária da condição. Análogo à ficção, no Brasil há um amplo desconhecimento acerca de doenças mentais, o que resulta em reações similares às notadas em “Joker”, as quais urgem de medidas que buscam informar e prevenir eventuais situações semelhantes.
Caracterizando-se como uma contemporânea emblemática, as doenças mentais, embora existam há muito tempo, geraram forte repercussão a partir do final do século XXI. Portanto, por tratar-se de uma abordagem recente, as doenças mentais estão envolvidas com diversos preconceitos, tabus e desinformação, o que ocasiona receios quanto à relevância das doenças e à eficiência de procurar tratamento. Nesse aspecto, portadores não recebem o devido tratamento para doenças mentais, como a depressão, visto que 1 a cada 4 adultos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), sofrem de depressão.
Entretanto, embora precária, o Estado fornece assistência para quem sofre de alguma doença mental por meio de instituições como o CAPS (Centro de Apoio Psicossocial), porém a resolução do impasse consiste em métodos preventivos, opostos aos métodos atuais que visam o tratamento. Com essa tese, a OMS afirma que saúde é o bem estar físico e social, e não somente a ausência de doenças. A difusão de métodos preventivos, como a cartilha do Ministério da Saúde de cuidados básicos de saúde mental, se dão de forma precária, o que diminui a importância dada à prevenção e contribui para o aumento de índices de doenças mentais que são possíveis se serem evitadas.
Consoante exposto e abordado, medidas são necessárias para ampliar o debate acerca de doenças mentais Para tal, com o intuito de democratizar a informação de informações e estimular a prevenção de doenças mentais, o Ministério da Saúde, por meio da Associação Brasileira de Estudos Mentais e das Secretarias Estaduais de Saúde, devem ampliar o acesso da cartilha de cuidados básicos de saúde mental, divulgando-o de forma impressa em instituições estaduais de forma gratuita e promovendo propagandas em veículos midiáticos. Dessa forma, a emblemática deve ser amenizada, evitando uma sociedade com atitudes semelhantes às promovidas em “Joker” e fazendo jus à frase da OMS.