A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 31/10/2019
No filme “Coringa”, o protagonista Arthur Fleck sofre de um distúrbio mental denominado transtorno da expressão emocional involuntária, no qual com o decorrer do filme, é possível evidenciar sintomas de depressão, bulimia e esquizofrenia. Não obstante, ao analisar-se as questões de saúde mental no Brasil, nota-se que o número de pessoas afetadas com algum tipo de transtorno é ascendente. Nesse sentindo, dois aspectos fazem-se relevantes: o tabu acerca da temática e a escassez de medidas governamentais na situação.
É indubitável que a relativização da questão sobre saúde mental tem gerado uma “bola de neve” que só cresce. Segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), cerca de 70 milhões de brasileiros sofrem com algum tipo de transtorno mental. Desse modo, é tácito que a desinformação perpetua que o ciclo das doenças mentais se expanda e impeça que o indivíduo busque ajuda por constrangimento ou medo de julgamentos, tal fato é retratado no livro “totem e tabu” de Freud, que discorre sobre como tabus afeta a sociedade de modo geral.
Outrossim, convém frisar a ausência de medidas estatais sobre a problemática. Conforme Durkheim, a sociedade é como um corpo biológico, onde é necessário que o todo interaja entre si. Dessa maneira, é notório que o Estado tem sido falho no que tange igualdade e suporte à pessoa com transtornos mentais, uma vez que além de poucas campanhas realizadas, o número de público atingido por elas é baixo. Nesse contexto, deixando lacunas abertas sobre o imbróglio.
Portanto, a fim de atenuar o impasse. O Ministério da Saúde, em parceria com as Mídias, deve enfatizar a discussão sobre o assunto no âmbito social e, à busca de ajuda pelo indivíduo, destacando o papel do Centro de Referência Especializada de Assistência Social(CREAS) nos municípios e o Centro de Valorização da Vida(CVV). Ademais, é mister que a Sociedade quebre paradigmas acerca do problema, sendo um pilar principal de suporte para pessoa que sofre com esse mal.