A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 31/10/2019

No filme “O Coringa” Arthur Fleck, protagonista, é caracterizado pela sua risada incontrolável, além de sofrer de graves distúrbios mentais, como: depressão e esquizofrenia. Não obstante, em decorrência dessas disfunções ele é ignorado e atacado pela sua condição. Fora da ficção, as doenças mentais são umas das grandes enfermidades da contemporaneidade, haja vista que ainda não são muito debatidas . Desse modo, existem fatores que auxiliam na existência desse entrave, como não só o uso deturpado das tecnologias, mas também o monótono cotidiano de trabalho.

Em primeira instância, o uso equivocado dos meios tecnológicos emerge como influenciador dessa problemática. Nesse contexto, as crianças, principalmente, não possuem maturidade formada para a utilização apropriada desses meios. Assim, verifica-se conforme John Locke, filósofo inglês, “Quando um homem nasce sua mente compara-se a um papel em branco, que vai sendo preenchido de acordo com as suas experiências”, sob essa óptica os pais incentivam o uso de celulares e tablets desde cedo, ocasionando o desenvolvimento de jovens e adultos individualistas, propiciando, em certos casos, a depressão.

De maneira análoga, o trabalho descomedido e o objetivo excessivo de lucro apresentam-se como propagadores de doenças mentais em adultos, principalmente a ansiedade. Nesse contexto, pode-se citar a Crise de 1929, “A Grande Depressão”, em que vários empresários começaram a suicidarem devido à quebra da bolsa de valores de Nova York. Outrossim, isso é reflexo da vida monótona e estressante. Todavia, o Governo, em virtude acontecimentos supracitados, criou, em 2019, a lei nº 13.819 que visa a prevenção à automutilação e ao suicídio, saúde mental em geral.

Torna-se visível, portanto, que a saúde mental necessita ser mais debatida, para evitar as  nocivas consequências. Dessa forma, é imprescindível que o Governo, atrelado aos Ministérios da Saúde e da Educação, incentive e invista na inserção de psicólogos nas empresas, a fim de ajudarem os trabalhadores a manterem uma rotina de trabalho saudável, e psicopedagogos nas escolas, com o objetivo de trabalhar as relações intersociais e instruir os pais a evitarem o uso exagerado de meios tecnológicos. Tais medidas visam reduzir causas e consequências de uma frágil saúde mental e evitar que mais Coringas espalhem-se na sociedade.