A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 31/10/2019
Diante de um contexto contemporâneo marcado pela liquidez das relações e pressão cotidiana o surgimento de doenças e transtornos mentais é algo consequente. Entretanto, ao passo que a problemática se fixa no corpo civil brasileiro e acomete o seu bem-estar, observa-se a crescente banalização e preconceito frente esse tema. Nesse sentido, torna-se fundamental o debate sobre tal cenário instável e temerário.
Precipuamente, é imperativo pontuar que a banalização está, primordialmente, relacionada à baixa atuação do setor político-governamental, no que concerne à tentativa de coibir tal realidade. Dessa forma, a falta de tratamento adequado à saúde mental faz com que o reflexo disso seja o mais nocivo possível para a população que sofre com problemas dessa natureza, bem como o país em sua totalidade. Partindo do que foi dito, faz-se mister a reformulação da postura estatal de forma urgente, de maneira a contornar a situação.
Outrossim, vale ressaltar o preconceito, que está intrinsecamente ligado à trivialização citada anteriormente, como promotor do quadro deletério. O simples fato de não abordar o tema com a devida importância dá permissividade para a exclusão e a ridicularização social. Desse modo, vítimas de problemas psíquicos são constantemente repreendidos, e muitas vezes se recusam a assumir a realidade ou até mesmo buscar ajuda médica.
Dessarte, haja vista a importância do debate acerca das psicopatologias, é imprescindível que o Ministério da Educação apresente um programa nacional de psicologia nas instituições de ensino voltado, principalmente, para o ato de informar o público estudantil sobre a diagnose de um quadro de doença mental e em como agir numa constatação, podendo buscar um auxílio profissional nos postos de saúde ou do próprio programa; dessa maneira, esse público poderá expandir esse conhecimento para além do ambiente escolar e fomentar uma conscientização completa. Com tal medida efetivada será garantido o bem-estar da sociedade brasileira.