A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 31/10/2019
O escritor coreano Chul Han, em uma de seus obras, fala sobre ‘‘a sociedade do cansaço’’. Para ele, patologias neurais são protagonistas do século XXI, e ocasionadas, pois, as pessoas querem fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Essa constatação evidencia um recorrente problema vivido pelos brasileiros: a banalização das doenças mentais que, em sua maioria, são advindas do excesso afazeres, resultando em uma eclosão de debilidade mental que pode culminar em danos físicos.
Em princípio, é válido ressaltar que, a mente, assim como o corpo, caso não seja cuidada, desenvolverá problemas. Essa realidade pode ser evidenciada pois, na nossa sociedade contemporânea, o tempo é um recurso precioso, mas inimigo implícito, por ser a desculpa mais utilizada por quem vive dos excessos de afezes. Nessa perspectiva, os cuidados pessoais são menosprezados e o resultado é o aumento do acometimento de enfermidades neurais, como apontado pela OMS, que indica o Brasil com maior prevalência de depressão na América Latina.
Por conseguinte, percebe-se que a depressão, quando não tratada, pode induzir o óbito de um indivíduo. Isso, pois, um contingente expressivo de pessoas depressivas cometem suicídio, como os casos de alunos medicinas em 2018, que tiraram suas próprias vidas em virtude da depressão, segundo o site ‘‘G1’’. Dessa forma, é notório que o excesso de qualquer ocupação pode resultar danos irreparáveis.
Portanto, é necessário que o governo induza o cidadão a fazer menos coisas em determinado tempo, para que consiga cuidar de sua faculdade mental. Para isso, o Ministério de Saúde, em parceria com a iniciativa privada, deve subsidiar profissionais para ministrarem palestras e whorkshops em ambientes de trabalho, que mostrem o perigoso da banalização da saúde mental, com dados estatísticos de casos de suicídios. Assim, os indivíduos poderão se conscientizar da importância de cuidados que, outrora, eram menosprezados.