A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 31/10/2019
No final do século XIX, o Brasil vivia o ápice da Segunda Geração Romântica. Caracterizada pelos contornos trágicos, os heróis dessa época encontravam a remediação de seus problemas, sobretudo, na morte. Na atual conjuntura, a saúde mental da sociedade torna-se cada vez mais frágil. Somando-se a isso, a busca incansável pela aceitação social compromete ainda mais a estabilidade psicológica da população. Pode-se observar, também, que a ausência de meios adequados para o cuidado desse meio social torna a manutenção da sanidade mental dos indivíduos um problema de saúde pública.
A priori, é importante ressaltar o papel que a indústria cultural exerce na instabilidade psicológica da sociedade. Inegavelmente, a constante imposição de padrões de aceitação prejudicam a sanidade, sobretudo, dos mais jovens e menos favorecidos economicamente. Dessarte, há um aumento da procura por modos de remediar tal sofrimento, levando essa parcela da sociedade a transtornos comportamentais, como ansiedade e depressão e, em casos mais drásticos, ao suicídio.
Paralelo a isso, a ausência da assistência necessária para o tratamento de transtornos psíquicos agrava ainda mais a situação. Além disso, a exclusão de áreas periféricas e a contratação de profissionais despreparados para atender a população viola a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garante a todos o direito à saúde e à vida plena.
Sendo assim, o Estado, enquanto garantidor do desenvolvimento social sustentável, pode atuar na figura do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos como garantidor de dignidade e inserção social dos acometidos por esses transtornos. Através da ampliação do atendimento psicossocial às pessoas com problemas mentais no SUS e como a promoção de programas de assistência dentro das unidades básicas de saúde pode-se aumentar o combate a essas doenças e evitar que viva-se, novamente, o mal do século.