A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 31/10/2019

Em 2019, foi lançado o filme “Coringa”, que tem como protagonista Arthur Fleck, um homem de classe baixa que possui depressão e esquizofrenia. Nesta película, o personagem passa por tratamento psiquiátrico gratuito no hospital, porém, os serviços são interrompidos por cortes de verba, deixando Arthur em situações terríveis para seu psicológico frágil. Atualmente, a sociedade passa por um período onde o atendimento para doentes mentais avança cada vez mais. Entretanto, também é crescente o preconceito para com essas pessoas, em conjunto com a alta demanda, fazendo os serviços gratuitos não se efetivarem, consequentemente, não havendo melhora.

Primeiramente, é evidente apontar que uma “consciência social”, sobre os problemas que afetam a mente, foi desenvolvida com muita dificuldade e apenas tornou-se efetiva por meados do início do século XXI. Anteriormente a esse período, pessoas que possuíam problemas mentais, ou algum sintoma destes, eram chamados de “esquisitos” e suas doenças tornavam-se “besteira”, “frescura”, entre outros nomes de cunho ignorante. Desse modo, a falta de conscientização sobre doenças mentais prejudica a vida de diversas pessoas, tornando-as negligenciadas pela sociedade, evento que ainda ocorre em certa intensidade.

Em segundo caso, deve-se observar que, mesmo com um bom embasamento por parte da população sobre problemas mentais, o valor do tratamento ainda é um fator importantíssimo que dificulta uma vida normal para portadores de doenças mentais. Devido a esse agravante, boa parte da população de classe média-baixa e baixa não consegue amparo governamental em centros médicos de saúde mental. Esse descaso existe pela falta de investimento para o atendimento público, por meio do governo, destinando o auxílio somente para aqueles que possuem poder aquisitivo pra tanto. Estes últimos representando uma mísera parte da sociedade.

Em síntese, os empecilhos para que ocorra o auxílio ideal para os doentes mentais, estão no quesito econômico e educacional. Dessa forma, para ajudar aqueles que não podem pagar os procedimentos, o Ministério da Saúde (MS) deve aumentar os investimentos em clínicas públicas, atendendo pessoas mais necessitadas por meio de tratamentos psiquiátricos gratuitos e assistência 24 horas em um caso de emergência. De modo a erradicar o preconceito sobre problemas mentais, se faz necessário promover cada vez mais a supracitada “consciência social”, cabendo ao MS esclarecer tudo sobre essas doenças, utilizando de palestras realizadas em ambientes públicos para pessoas de todas as classes e idades, nas quais as dúvidas seriam esclarecidas adequadamente por médicos e especialistas. Assim, dando um fim na proximidade com a fictícia “realidade” de “Coringa”.