A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 01/11/2019
Os pensamentos de Zygmunt Bauman, a respeito da Modernidade Líquida, se explicitam nos conflitos do indivíduo consigo mesmo no mundo hodierno, de modo que, em um ambiente permeado pela inconsistência de pensamentos e pelas relações sociais distantes as doenças mentais são desenvolvidas. Diante disso, a discussão sobre saúde mental se faz essencial, pois a compreensão ainda é escassa e o auxílio às pessoas adoecidas é estritamente necessário.
Ansiedade, depressão e síndrome do pânico. São nomes bem conhecidos na contemporaneidade, o que não causa admiração, já que, segundo uma pesquisa divulgada no G1, 20% dos adultos sofrem com algum transtorno mental. De fato, ouve-se muito a respeito, mas conhecer em profundidade essas patologias poucos conhecem, em vista de que elas ainda são vistas como um tabu, pois esses males não são tão tangíveis como uma dor de cabeça e ainda são enxergados com preconceito. Não obstante, a ansiedade, síndrome do pânico, dentre outros, podem levar a sintomas generalizados capazes de serem sentidos no corpo todo, como fadiga e dores musculares.
Ademais, em função da ausência de reconhecimento no meio social, têm-se as pessoas que já estão na condição da patologia e tendem a ficar mais vulneráveis a desenvolverem estágios mais graves. Por conseguinte, segundo a OMS, 90% dos suicídios estão relacionados a esses problemas. Nesse sentido, programas vigentes como o CVV (Centro de Valorização da Vida) são essenciais e precisam ser divulgados, pois esse é um órgão de apoio que se dispõe a conversar por telefone com pessoas que estão em momentos de crise e requerem um auxílio imediato. Todavia, como o contingente de pessoas nessa condição é grande, sua expansão seria crucial.
Em suma, discutir a respeito da problemática é essencial, pois, com isso haverá uma maior ciência da gravidade e assim o auto-cuidado e cuidado com o outro poderá se evidenciar. Portanto, é necessário que haja a parceria do Ministério da Saúde com o governo em todas as suas esferas, com o intuito de direcionar recursos para hospitais, postos de saúde, escolas, universidades, dentre outros, para a formulação de programas de acolhimento e fóruns de discussão periódicos. De modo que, tudo isso ocorra com o auxílio de médicos, professores, alunos, dentre outros, bem como com a participação da comunidade como um todo. Além disso, é essencial que essa mesma parceria direcione recursos para iniciativas como o CVV para que esse continue fazendo seu trabalho de modo eficaz e também seja divulgado por meio das mídias periodicamente. Só desse modo a liquidez poderá ser revertida.