A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 01/11/2019

A música Construção de Chico Buarque descreve por meio de elementos do cotidiano um suicídio que ocorre silenciosamente. Nesse sentido, no Brasil, segundo a Organização mundial da saúde, todos os anos, registra que 1 a cada 3 pessoas possuem algum transtorno mental. Além das dinâmicas econômicas afetadas por esses casos, é possível observar o detrimento de estruturas familiares antes não abaladas.

Seja por meio de costumes herdados, influenciados por exemplo pela cultura do romantismo que banalizava a morte, idealizada como objeto desejável, ou por consequência de poucos mecanismos que conscientizem desde a juventude acerca das doenças mentais que podem atingir a todos, é notável que o Brasil carece de debates que tratem de tais casos clínicos. Portanto, a ausência do conhecimento sobre transtornos gera ao país elevados índices clínicos derivados de problemas psíquicos.

Ademais, devido a urbanização desenfreada e as crescentes mudanças tecnológicas que transformaram  o país, muitos dos centros metropolitanos são aglomerados de estresse e cansaço. Logo, como no filme Clube da Luta, onde o protagonista desenvolve insônia devido a sobrecarga da vida executiva na cidade, muitos brasileiros passam a adquirir problemas que derivam de sua rotina extremamente desgastante e movimentada.

Destarte, diante dos argumentos elencados, é evidente as estruturas que causam depressão e ofuscam o seu debate. Em síntese, é mister ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, mobilizarem psicólogos para que por meio das escolas e espaços públicos, fomentem o debate e levem conhecimento à população acerca das causas, consequências e tratamentos para doenças mentais, tendo como efeito o maior entendimento da população sobre o assunto para que possam prevenir, lidar ou tratar os problemas que os afetam.