A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 02/11/2019
No filme “Joker”, o protagonista Arthur tem problemas mentais, que são parcialmente tratados por uma psiquiatra, até que a verba para manter o local de tratamento é cortada, deixando Arthur instável e o levando a ter surtos de violência. Fora da ficção, pode-se perceber similaridades com a realidade vivenciada pelos indivíduos mentalmente doentes, que são, em grande parte ignorados pela sociedade. Nesse contexto, é possível perceber graves problemas no que tange não só a falta de seriedade com que tratam o problema, como também no descaso público.
Mormente, faz-se necessário atentar para a falta de conhecimento prévio sobre o transtorno mental, essa ausência dificulta a resolução do problema e pode custar a vida do enfermo. Nesse contexto, o indivíduo passa a ser tratado como preguiçoso, sendo muita das vezes, mal compreendido pelos familiares e pessoas próximas que não reconhecem os sintomas das doenças. De acordo com o portal de notícias G1, cerca de 20% da população têm algum tipo de problema psicológico. Diante do exposto, é de urgente necessidade a resolução da questão, visto que a ausência de tratamento pode agravar a doença e chegar ao ponto de o indivíduo acabar se ferindo.
Outrossim, é o descaso do Estado que não investe na infraestrutura do sistema único de saúde, para que haja um sistema de tratamento mental adequado para a população de baixa renda. Segundo a ONU, 80% das pessoas não têm o tratamento adequado, sendo 23 milhões de indivíduos no Brasil. Diante disso, é indubitável que a falta de investimentos em tratamentos gratuitos de qualidade, dificulta a resolução do impasse. Nesse contexto, parte da população que depende desse apoio psicológico e psiquiátrico fica desamparado. Logo, é inaceitável tal negligência estatal.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para superar o impasse. Para que os indivíduos tenham tratamentos adequados, urge que o poder público juntamente com o Ministério da Educação, façam palestras em escolas, na mídia e uma reforma no sistema público de tratamento psicológico e psiquiatra, por meio da capacitação de profissionais e discursos sobre as doenças mentais e formas de buscar ajuda se o indivíduo se identificar com alguma, com o intuído de ajudar a todos e promover um tratamento adequado e de qualidade. Dessa forma, não deixando a população vivenciar o mesmo que o personagem Arthur.