A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 24/01/2020
A Lei Paulo Delgado assegura a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais. Entretanto, a prática deturpa a realidade, uma vez que as doenças mentais ainda persistem. Diante disso, pode-se destacar situações como o bullying e a pressão social, bem como a falta de tratamento adequado, como elementos que propiciam essa questão social. Assim, faz-se necessário o debate acerca do tema.
Primeiramente, é indiscutível que os inúmeros acontecimentos do cotidiano estão entre as causas do problema, visto que casos de bullying e pressão da sociedade sobre o indivíduo, por exemplo, favorecem o surgimento de transtornos como a ansiedade e a depressão, principalmente. Esse fato é retratado na série “13 Reasons Why”, na qual a personagem Hannah Baker sofre de depressão e, posteriormente, se suicida, por motivos diversos, desde o preconceito até o estupro. Desse modo, é irrefutável que esses eventos não fazem parte apenas da ficção, sendo de fundamental importância discutir a respeito destes e elaborar intervenções para que minimizem situações como essa.
Igualmente, salienta-se a ausência de tratamentos adequados como mais um fator da problemática. A Lei Paulo Delgado redireciona o novo modelo assistencial em saúde mental, porém pacientes ainda aguardam sua normatização, de acordo com o site UOL. Por consequência, enquanto as pessoas aguardam por atendimento, as interferências psíquicas podem se expressarem em problemas ou doenças físicas, o que ocorre em cerca de 25% dos adultos, segundo o G1. Assim sendo, é inadmissível a permanência dessa situação.
Não há dúvidas, portanto, de que é preciso tomar iniciativas para mudar a questão. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com profissionais da área da saúde mental, dê assistência à sociedade, principalmente às pessoas que sofrem de transtornos psicológicos, por meio de consultas periódicas nas comunidades. De mesmo modo, é necessário que o Governo, juntamente à OMS, capacite profissionais para que sejam capazes de tratar essas doenças mentais. Nessa lógica, o intuito de tais medidas é minimizar os casos de problemas psíquicos e evitar consequências mais drásticas, como o suicídio. Destarte, somente assim será possível combater a problemática e garantir os direitos das pessoas com distúrbios mentais previstos na Lei Paulo Delgado.