A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 05/02/2020
Quanto maior índice de doenças mentais, maior a taxa de suicídios.
Doenças mentais, como a depressão, mesmo que registradas desde séculos atrás, até nos dias de hoje ainda são banalizadas por diversas pessoas. Dados da OMS afirmam que cerca de 86% da população brasileira sofre com algum tipo de transtorno mental.
O filme “Geração Prozac”, lançado no ano de 2001, é baseado nas experiências da autora Elizabeth Wurtzel com a depressão. Neste, a protagonista, Lizzie, após ser aprovada em Harvard, com 18 anos, para uma bolsa de jornalismo retoma com a doença. Lizzie usa a seguinte frase para esclarecer a depressão: “Hemingway tem um momento clássico em ‘O Sol Também se Levanta’ quando perguntam para Mike Campbell como ele faliu. Tudo que ele consegue dizer é ‘Gradualmente, e depois rapidamente’. É assim que a depressão atinge. Você acorda uma manhã com medo de viver. ”
No filme citado acima, a protagonista ainda afirma estar vivendo em um “Estados Unidos da depressão”, sendo no ano de 2001 registradas mais 300 milhões de receitas por ano de Prozac e outros antidepressivos nos Estados Unidos.
Só no Brasil 5,8% da população sofre com depressão, maior que taxa global, 4,4%, afirma OMS. Além disso, a cada 100 mil habitantes no Brasil a taxa de suicídio é de 7%, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, sendo o suicídio a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.
Em virtude dos dados apresentados, podemos concluir que tanto a depressão, quanto outras doenças mentais, afetam gradualmente inúmeras pessoas e não podem ser banalizadas. Muitas dessas doenças ocasionam a pessoa a cometer o suicídio, como a depressão, e para evitar estas medidas devem ser tomadas e ampliadas cada vez mais. O ministério da Saúde junto ao Ministério da Educação podem criar programas, como palestras sobre a depressão e outras doenças mentais nas escolas, incentivando o maior entendimento sobre o assunto e a melhor forma de lidar com ele. De grande importância também a priorização de psicólogos nas escolas e áreas públicas, como Postos de Saúde, para que mais pessoas tenham acesso a recursos para lidar com Transtornos Mentais, e com isso diminuir o número de suicídios.