A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 02/05/2020

Desde a antiguidade é notório o preconceito em debater questões relacionadas a transtornos mentais. Sendo repercutida como “loucura” que afetava as pessoas. Contudo, somente em 1793 esses distúrbios foram considerados doenças mentais, pelo médico Philipp Pinel. Com isso, é perceptível a existência de um tabu ao discutir esse assunto ainda hoje, na sociedade brasileira, o que interdita a circulação de informações e os danos causados pelo preconceito enraizado no corpo social.

De início, a escassez de informação é a maior causa da decadência de saúde mental, segundo a Uribe. Diante disso, se torna evidente que muitas pessoas não têm conhecimento para identificar tais doenças e muito menos buscar tratamento adequado e bem estabelecido para doenças como a depressão, por exemplo, tida como a “doença do século XXI”, atingindo 5,8% dos brasileiros, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Soma-se a esse cenário, a existência de um preconceito contra pessoas com transtorno mental, conhecido como Psicofobia no Brasil. Nesse sentido, esse estigma associado à enfermidade é um dos mais importantes e difíceis obstáculos para a recuperação e reabilitação do paciente. Pois, acaba afetando negativamente o tratamento, nega oportunidade de trabalho e impede a autonomia e a realização de objetivos de vida.

Portanto, é de suma importância a quebra do preconceito acerca das doenças metais. De acordo com o sociólogo Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa do mundo”. Levando em consideração, é preciso que o governo, junto com a Organização Mundial de Saúde (OMS), promova palestras passadas por psicólogos em ambientes públicos e a divulgação de anúncios informativos nas redes sociais com o objetivo de alertar, dar visibilidade e conscientizar a sociedade. Para esse fim, é preciso que o Estado disponibilize mais verbas para o setor da saúde promovendo mais acessibilidade as medicações. Assim, esse problema que perdura desde á antiguidade poderá ser revertido.