A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 05/05/2020

Empregar e Reeducar

Os tratamentos para problemas neurológicos atualmente, têm influência de estudos psicanalíticos desenvolvidos por Sigmund Freud, no século XX. Para o doutor, hoje considerado o Pai da Psicanálise, diversas doenças mentais podem ter origem de pensamentos e memórias pessoais. Todavia, hodiernamente, não há o investimento necessário em centros de pesquisa para tratamentos neurológicos e, além disso, a sociedade não sabe lidar com as pessoas com distúrbios mentais, o que impossibilita o bom desenvolvimento desses indivíduos.

É relevante abordar, primeiramente, que as faculdades voltadas à área da saúde, desenvolvem um papel fundamental como grandes centros de pesquisa. São nesses centros que são estudadas doenças que mais atingem a sociedade, portanto, essas análises são imperiosas para proporcionarem diversos tratamentos saudáveis para as pessoas com doenças mentais. Em um determinado episódio da série “Pandemia”, é retratado a realidade de diversos cientistas que vivenciam um cenário nefasto no combate de muitas doenças, por conta dos baixos investimentos que impossibilita-os de criar novos tratamentos para tais doenças.

Ademais, a sociedade brasileira tem grande dificuldade de relacionar-se com essas pessoas e, em alguns casos, há um certo preconceito. No filme “ Milagre na cela 7”, o protagonista, que tem uma doença mental, é preso injustamente e sofre diversas agressões físicas e verbais. Nessa óptica, é nítido que a população não tem o devido respeito com os deficientes mentais. Outrossim, no livro “Por lugares incríveis” de Jennifer Nivel, o protagonista tem transtorno de bipolaridade e é considerado anormal pelos colegas de classe, no qual fica perceptível, nesse viés, a falta de tolerância e empatia com a baixa capacidade intelectual de quem sofre com distúrbios mentais.

Depreende-se, portanto, de medidas para resolver esses entraves. O Mistério da Saúde deve incentivar os centros de pesquisa, por intermédio de investimentos em novas tecnologias, a fim de encontrar melhores tratamentos neurológicos. Além disso, o Ministério da Educação deve trabalhar em conjunto com as famílias brasileiras, com criação de projetos sociais, por meio de eventos acessíveis e comunitários, que proporcionem um bom convívio para os deficientes mentais, promovendo-os assim, uma melhor qualidade de vida em sociedade e um bom desenvolvimento pessoal.