A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 25/10/2020
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo, com aproximadamente 9% da população sofrendo desse distúrbio. Tal doença pode ser originada de diversos fatores, como excesso de trabalho, fatores genéticos, sociais, estresse, culturais, entre outros. Entretanto, todas essas características não geram o grau de seriedade que possui tais doenças. Muitos interpretam essas patologias com desinteresse por não serem concretas como as físicas – exemplo o câncer, ou por considerar preguiça e falta de interesse do doente por determinado assunto. Dessa forma, é necessário que haja uma necessidade de entender a importância dos transtornos mentais na população do Brasil.
Primeiramente, os casos de doenças mentais têm crescido em todo o mundo, tanto que, a depressão é considerada o mal do séc. XXI. Para gerar esse impacto sobre a vida da população mundial, essa doença possui vários aspectos para ser acometida. Tem-se como exemplo o fator social, que em muitos casos gera uma pressão sobre aceitação em um determinado indivíduo. Tal fato pode ser exemplificado com a personagem Hanna, da série 13 Reasons Why, que enxerga o suicídio como única saída para aliviar as dores das pressões sociais e traumáticas. Dessa forma, é visto uma necessidade de entender os transtornos mentais e suas consequências para quem sofre.
Segundamente, a forma como uma doença mental é tratada pela sociedade faz com que ela se torne menos importante, pois a maioria dos seus sintomas não podem ser tratados com um antiácido ou um remédio para cessar a dor. Diante dessa visão, o julgamento sobre a capacidade mental dos doentes se torna mais crítica diante da população. Em entrevista ao jornal O TEMPO, uma professora de psicologia da universidade PUC-Campinas, informou que esses julgamentos muitas vezes são associados a falta de Deus ou fraqueza do indivíduo, criando um apelido nas redes sociais – os indivíduos “Nutella”. Logo é importante que haja a necessidade de a população entender a importância das doenças mentais.
Em suma, para que haja a necessidade de entender a importância dos distúrbios mentais no Brasil, os órgãos de saúde federais, estaduais e municipais devem reforçar as campanhas de conscientização para combate e cuidados a saúde mental, como o janeiro branco e setembro amarelo, por meios de propagandas nas redes sociais e televisionadas. Pois dessa forma, as campanhas terão uma abrangência populacional maior, podendo conscientizar a sociedade sobre os cuidados e importância das doenças mentais, principalmente combatendo o preconceito com as doenças mentais e seus doentes. Conclui-se que, dessa maneira será possível o entendimento da importância dos transtornos mentais no Brasil.