A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 26/05/2020

Na obra “Utopia” do escritor Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que a visão das pessoas em relação a doenças psicológicas apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Sendo assim, esse cenário antagônico é fruto tanto do preconceito social, quanto da falta de atitudes do governo para sanar esta adversidade. Com base nisso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro lugar, é fulcral pontuar que o alto índice de doenças psicológicas, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido  à falta de atuação das autoridades, o preconceito visível do corpo social com essas doenças traumatiza mais ainda o indivíduo que a possui, que acaba se isolando e se privando por medo de ter um diálogo aberto com um profissional especializado e, assim, agravando mais seu estado. Desse modo, faz se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Além disso, é imperativo ressaltar a falta de atitudes governamentais como promotora do problema. De acordo com Raph Emerson, filósofo estadunidense, “a maior riqueza é a saúde”. Partindo desse ponto, é imprescindível que a atenção seja voltada para os profissionais da psicologia e psiquiatria pelas esferas governamentais, para que por intermédio de especialistas haja o compartilhamento de informações sobre essas doenças para a população. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a omissão de atitudes governamentais contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas executáveis são necessárias para conter o avanço da problemática, na sociedade brasileira. Deste modo, com o intuito de mitigar o preconceito com essas doenças por boa parte da população, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Poder Legislativo, será investido para criar estratégias  nas escolas, faculdades e postos de saúde, e, assim, disponibilizar gratuitamente para a sociedade profissionais de psicologia e psiquiatria para conversas, palestras e consultas. Em virtude dos fatos mencionados, irá minimizar em médio e longo prazo o impacto nocivo do preconceito populacional com as doenças mentais, logo a coletividade alcançará a Utopia de More.