A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 06/06/2020

Durante a crença medieval, os transtornos mentais eram decorrentes de espíritos malignos em razão de atitudes ou falas opostas pela moralidade do templo, dessa forma, o exorcismo bastava. Mais adiante, Freud, pai da psicanálise, contribuiria com estudos sobre o inconsciente, com objetivo de sugerir uma visão diferente. Por último, modernamente, a sociedade espelha-se na lei dos mais fortes, imposta pelo biólogo Darwin que cita: “Os mais fortes sobrevivem” e, por não admitirem “fraqueza”, intensificam, não só o preconceito, como também o número de suicídios devido a falta de abrigo.

A priori, de acordo com “BBC”, de 2019, doenças mentais, como exemplo, ansiedade e depressão, colaboraram para o Brasil assumir a liderança, devido aos crescentes casos. Nesse contexto, a youtuber, Jout Jout Prazer, oferecera oportunidades para debater sobre tais efeitos perante à coletividade, uma vez que, nas grandes cidades, a correria e a responsabilidade é o fator primordial do deterioramento mental. Contudo, devido ao preconceito enraizado, há interferência, para os que sofrem, em não se expor e, consequentemente, aceleram os pensamentos mórbidos e o isolamento destes - dado que é o sintoma inicial dessas enfermidades -, tal como acontecera com Yasmin Gabrielle, ex-apresentadora do SBT. Logo, é preciso expor, cada vez mais, diálogos, a fim de amenizar o impasse.

Outrossim, os intensos pensamentos mórbidos fizeram com que a ex-apresentadora cometesse suicídio aos 17 anos. Nesse cenário, em todo o território nacional, há campanhas informativas conhecidas como “Setembro Amarelo” e “Janeiro Branco”, que trata, respectivamente, a prevenção ao suicídio e cuidados relacionados à saúde mental, embora, ao apresentar separados, torna-se inviável, posto que o mês amarelo corresponde intimamente ao branco. De maneira análoga, no filme “Por lugares incríveis”, é retratado um psicólogo que converge apenas nos medicamentos para suavizar o problema do paciente, todavia não possui conversas sobre temas necessários que são comuns de se manifestar em situações parecidas. Assim, prescrever medicação, sem a construção comunicativa médico-paciente, não se torna possível criar vínculos para obter a confiança necessária de exposição.

Dessa maneira, portanto, são indiscutíveis melhorias acerca da necessidade de debater as doenças mentais. Para isso, o Ministério da Saúde, em parceria com o Centro de Atenção Psicossocial, deve instaurar, por meio de hospitais e UBS’s, a união das campanhas ditas e orientar profissionais da área a melhorar a relação médico-paciente com cursos de capacitação. Além de, estes, dialogarem com cidadãos comuns e informatizar o dever que têm, a fim de oferecerem acolhimento para àqueles que apresentarem o sintoma inicial, para, assim, diminuir o preconceito enraizado.