A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 03/06/2020
No contexto da Grécia Antiga, doenças como a loucura eram consideradas uma manifestação divina. Ainda, na atualidade, descobrimos com os avanços da medicina, que tais doenças se tratam de distúrbios psicológicos, que podem ser tratados. Mesmo assim, o aumento contínuo das mesmas na sociedade brasileira é evidente. Isso deve ser freado, pois as maiores vítimas são os que sofrem com tais doenças. Sendo relevantes uma análise dos aspectos que corroboram com essa problemática: o descaso do governo e a falta de informações.
Primeiramente, é importante enfatizar que, o descaso do governo apenas atenuam o problema. De acordo com os ideais de Aristóteles, a política tem como função preservar o respeito entre as pessoas de uma sociedade. Nessa perspectiva, se mostra indubitável que o governo não está comprido com seu papel, visto que a questão legislativa e sua aplicação é um dos erros cometidos no pelo governo na tentativa de auxiliar os portadores de doenças psicológicas. Dado que, leis como a de número 10.216 que “dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental”, ainda não foram regulamentadas.
Além disso, é cabível salientar que, segundo as leis Newtonianas um copo tende a permanecer do jeito que está até que uma força atue sobre ele. Dessa forma, a sociedade se faz plenamente responsável pela situação atual de tal problemática. Visto que, a falta de informações amplamente divulgadas impossibilitam a conscientização sobre: como lidar com essas doenças, os direitos dos portadores e até mesmo as várias formas de tratamentos disponíveis; temos, consequentemente ,uma grande parcelas de cidadãos que não tratam desses transtornos. Em conformidade, dados publicados pela Organização das Nações Unidas (ONU), mostram que no Brasil a estimativa é de que 23 milhões de pessoas passem por tais problemas.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Urge que o governo federal, por meio do Ministério da Saúde crie, por via de verbas governamentais, campanhas de conscientização, que deverão alcançar todas as esferas da sociedade, com a finalidade de educar os brasileiros sobre tais enfermidades e disponibilizar informação com: possíveis tratamentos, direitos dos portadores, como lidar com elas, entre outros. Ademais, tais campanhas não deverão vir desacompanhadas. Se faz também necessário a regulamentação de leis como a de número 10.216, para à asseguração dos direitos dos portadores, pois somente essas medidas em conjunto poderão amenizar esse cenário em que milhares de brasileiros sofrem com esse distúrbios e não recebem tratamentos adequados.