A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 15/06/2020
O livro “Garotas de vidro”, de Laurie Anderson, aborda os efeitos ocasionados pela padronização social. Nele, as protagonistas se deparam com a existência dos transtornos mentais: distúrbios alimentares, depressão e comportamentos autodestrutivos. Esse cenário, torna-se comum na sociedade atual que vítima da escassez de informações não se encontra apta a lidar com as consequências de tais doenças. Logo, debater sobre as causas e efeitos dessa problemática é fundamental para o desenvolvimento de uma nação equilibrada.
Nessa perspectiva, um dos fatores é a estrutura social e econômica que fragiliza o indivíduo. A esse respeito, o filme “Coringa”, dirigido por Tood Phillips, ressalta que o indivíduo apresenta distúrbios devido as ações de uma sociedade que isola, intimida e desconsidera. Ocorre que, devido essa estruturação as “pressões’’ psicológicas se intensificam e, tornam-se doenças psicossomáticas - distúrbios mentais que se expressam como doenças físicas- que levam o indivíduo a apresentar um desempenho insignificante, seja no âmbito acadêmico, profissional ou familiar. Dessa forma, a omissão social vai de encontro as necessidades de um país desenvolvido.
Outrossim, a banalização dos distúrbios psicológicos prejudica a criação de uma política de saúde voltada ao tema. Nesse viés, a ONU apresenta que 75 a 85% de indivíduos não possuem acesso a tratamento dos transtornos psicológicos. Tais números evidenciam a falta de preparo e de conhecimento da população que absorta não reconhece os perigos relacionados as pertubações mentais. Assim, enquanto não houver o reconhecimento dessa mazela a sociedade não será capaz de se desenvolver plenamente.
Impende, pois, a necessidade de integrar medidas que amenizem o impacto desse despreparo. Em razão disso, com o intuito de atenuar os impactos causados pela pressão socioeconômica sobre os indivíduos, o Poder Legislativo, como responsável pela elaboração das leis, deve criar uma lei que obrigue as instituições, seja acadêmica ou trabalhista, a disponibilizar acompanhamento psicológico, por meio de consultas e terapias. Ademais, a Mídia, como precursora de informações, deve, através de propagandas, campanhas ou abordado em novelas, intensificar o conhecimento sobre os distúrbios e como procurar ajuda, assim um maior número de indivíduos poderá compreender que não se deve negligenciar tais doenças, por sua vez, diminuindo o índice de afetados por transtornos, como os evidenciados no enredo de “Garotas de vidro”.