A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 16/06/2020

Atualmente, a alta incidência de doenças mentais na população vem sendo debatida nas mais diversas esferas da sociedade, visto que um indivíduo mentalmente incapaz tem sua sociabilidade comprometida, refletindo, dessa forma, em várias áreas do país, a título de exemplo, na economia. Diante disso, é importante que o debate seja voltado para gênesis do problema, pois a melhor forma para se combater uma doença é prevenindo. Outrossim, fica evidenciada a necessidade de solução dessa temática por parte do pode público, de forma que isso resulte em uma maior inserção social de indivíduos que sofram de alguma enfermidade psíquica.

É importante ressaltar, primeiramente, que as instituições formadoras de cidadãos, como a escola, não tem uma estrutura pedagógica voltada para o preparo mental do aluno. No livro O Código da Inteligência, de Augusto Cury, é explicado pelo autor que isso reflete nas relações sociais do homem ao longo de sua vida, uma vez que, ao não ser preparado desde cedo mentalmente, esse perde a sua capacidade de desenvolver a resiliência, fazendo, assim, o cidadão como um paciente mais suscetível a desenvolver doenças psicológicas. Dessa forma, é imprescindível, na solução dessa temática, solucionar o problema a partir da educação, já que essa é a construtora da base social de um indivíduo.

Ademais, cabe mencionar que segundo Aristóteles, o homem é um ser social, ou seja, deve está inserido socialmente para desenvolver suas faculdades mentais. Posto isto, nota-se que ao ser declarado incapaz mentalmente de conviver em sociedade, o homem perde essa característica, visto que esse passará a ser dependente do Estado, através de uma aposentadoria, e também de seus familiares. Sendo assim, combater as doenças mentais é uma maneira de manter a economia aquecida, em virtude do maior número de pessoas consumindo. Além do mais, ao evitar o aumento dos índices dessas enfermidades, há uma necessidade menor de investimentos na área da saúde, resultando em uma economia para outra áreas mais necessitadas.

Portanto, o Estado, através de políticas públicas de prevenções às doenças psíquicas, deve dialogar com a sociedade sobre os riscos do desenvolvimento desses problemas, a fim de que o homem passe a se policiar melhor sobre o meio em que está inserido. Além disso, o Ministério da Educação, como órgão regulador da matriz curricular brasileira, deverá, através da inserção de um conteúdo programático voltado ao desenvolvimento da resiliência no cidadão, estimular nos alunos o senso crítico acerca do seu meio, de forma que isso possibilite o aperfeiçoamento mental do mesmo. Tal medida terá por finalidade preparar o ser humano para a superação das adversidades da vida. Com isso, a longo prazo, uma sociedade mentalmente forte emergirá.