A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 08/07/2020
Na Grécia Antiga, a valorização do corpo era um fator marcante e muito presente entre os princípios dos indivíduos. Atualmente, percebe-se que este aspecto ainda é muito prezado pela sociedade, que, devido a isso, acaba desvalorizando questões relacionadas à saúde mental, que possui inúmeras consequências e dados cada vez mais preocupantes. De acordo com a OMS, em 2019, cerca de 86% dos brasileiros sofriam algum transtorno mental. Com isso, a necessidade de se debater sobre o assunto se torna extremamente importante. Entre vários aspectos que podem ser debatidos, pode-se citar a relação do surgimento dessas doenças com a tecnologia e a discriminação aos doentes.
O grande acesso à tecnologia faz parte da realidade da maioria das pessoas, que, através das mídias sociais, passam a se comparar com modelos de vida considerados bem sucedidos e exemplares. No entanto, em muitos casos, não se consegue alcançar o que se almeja, o que gera frustração e desenvolvimento de várias doenças mentais, sendo as principais: a depressão e a ansiedade. Segundo a OMS, em 10 anos, as taxas de depressão aumentaram 18%, sendo uma das principais causas para o suicídio e automutilação.
Devido a isso, o Brasil criou uma Lei chamada Paulo Delgado, que visa dar tratamento e atenção adequados aos portadores de doenças mentais. Porém, o que se percebe entre a sociedade é o preconceito, descaso e falta de ajuda médica a estas pessoas, o que agrava ainda mais a situação. Este fato é muito bem apresentado na obra O Futuro da Humanidade, de Augusto Cury, em que o personagem principal, um médico, defende a necessidade de maior atenção, respeito e sensibilidade por parte dos profissionais da saúde e cidadãos com os doentes mentais, pois isso é essencial para o bem estar e tratamento do paciente.
Portanto, a sociedade precisa se atentar mais em relação às doenças mentais e seus portadores, agindo com maior respeito e compreensão. Para isso, o Ministério da Saúde deve desenvolver uma campanha, que será transmitida nas mídias sociais, e também através de palestras e debates realizados nas escolas e universidades, dados por profissionais da saúde e educadores aos estudantes e familiares. Esta campanha levará informação aos cidadãos sobre a importância do respeito, causas e tratamento dessas doenças, além de mostrar como identificá-las e como buscar ajuda. Com isso a vida e o bem estar serão valorizados, e a prevenção destas doenças acontecerá de maneira efetiva.