A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 16/07/2020

A necessidade de debater as doenças mentais no Brasil aumenta diariamente. Essa tese pode ser comprovada por meio de dados do G1, os quais apontam que o número de casos de suicídio aumentou em 7% ao longo dos últimos anos. Nesse sentido, algo deve ser feito para alterar essa situação, uma vez que, a busca excessiva pelo lucro e a falta de suporte governamental, dificultam um bem-estar mental do cidadão.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer que a valorização extrema do dinheiro é capaz de limitar a própria cidadania do indivíduo. Sendo assim, é válido trazer o discurso da OMS, Organização Mundial da Saúde, o qual afirma que a saúde é bem-estar físico, psíquico e social. Por outro lado, a formação de padrões sociais na atualidade faz com que a população invista mais em seu acúmulo de renda do que em seu próprio estado mental causando, até mesmo, problemas permanentes.

Ademais, a falta de suporte governamental contribui para a problemática. Em 2015, foi iniciada a campanha Setembro Amarelo, com o objetivo de prevenir o suicídio por meio de eventos que alertam a importância de sua discussão. Entretanto, os números avançam incontrolavelmente, mostrando que a atenção para o caso não pode ser somente de um mês anual.

Dito isso, para que haja o debate sobre  doenças mentais na sociedade, são necessárias alternativas concretas que tenham como protagonistas a tríade: Estado, escola e mídia. O Estado, por seu caráter abarcativo, deverá promover políticas públicas que visem conscientizar a população constantemente; a escola, formadora de caráter, deverá criar palestras com profissionais da área sobre os riscos os quais os estudantes estão submetidos; a mídia, último poder, deverá veicular campanhas de divulgação. Somente assim, tirando os empecilhos, construir-se-á um Brasil melhor.