A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 21/07/2020

Em consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humano e a Constituição de 1988, ela propõe que todos são iguais perante a lei, e sem distinção. No entanto, nota-se uma divergência na garantia desse direito, uma vez que ainda exista o preconceito às pessoas com transtornos psicológicos. Assim, seja pela falta de reconhecimento de tais patologias, seja pela cultura individualista da sociedade, esse paradigma ainda persiste.

Em primeiro lugar, destaca-se que as doenças mentais são um assunto de extrema importância, porém, visto pelas esferas governamentais com certa invisibilidade. Isso pode ser visto em dados fornecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), onde cerca de 4,4% da população mundial sofre com alguma psicofobia como: depressão, ansiedade e entre outros. Isso acontece devido à falta de atuação e administração das autoridades, o problema de saúde pública, é tratado como tabu, ou seja, o descaso tanto pela manutenção do tratamento quanto pelo investimento em profissionais adequados e capacitados, dificulta a integração desses indivíduos no meio coletivo. Logo, constata-se, que o exercício dos privilégios não são alcançados, o que reforça condutas discriminatórias.

Outrossim, faz-se necessário evidenciar a cultura individualista no âmbito social. De acordo com o pensador sociólogo Bauman, somos impulsionados pelo desejo, um querer constante pelas realizações de sonhos e experiências. De maneira análoga, é possível perceber que, à medida que o futuro é incerto para o ser humano, ele tende a ter instabilidade e insegurança vivendo a situação exclusivamente para si, e isso pode justificar o aumento de uso de antidepressivos, como visto em ambientes de trabalho, no qual constantemente é avaliado sobre pressão e temas como esse é tratado com indiferença. Dessa forma, evidencia-se a relevância de ser tratado com maior preocupação para romper ideias errôneas.

Portanto, a superação do preconceito em relação as pessoas com transtornos mentais ainda apresenta sua problemática. Para atenuar esse problema, o Ministério da Saúde e da educação, devem promover maior esclarecimentos a respeito desse assunto. Tal medida deve ser feita, com investimentos na qualificação profissional nas instituição de ensino e na infraestrutura de hospitais psiquiátricos. Como também, apoio das mídias para difundir conhecimento sobre patologias ocorridas na sociedade e que há tratamento.Com objetivo de haver maior inclusão dessa população no meio social. Somente assim, o preconceito será cada vez menos evidente, garantindo o direito postulado constitucionalmente a todo cidadão.