A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 26/08/2020
Thomas More, a partir da narração do livo “utopia”, traz a tona a realidade fictícia de uma ilha onde não se havia qualquer tipo de problema e beirava a plenitude. Contudo, a realidade se mostra distante da idealização hodierna de tal ficção, lidando com disfunções como a dificuldade com o enfrentamento de doenças mentais. Portanto, cabe se analisar tanto a desumanização do sistema de saúdo, quanto o preconceito vigente contra os distúrbios em questão, como fatores que ceram esse cenário adverso.
A principio, cabe analisar que o sistema de saúde encontra-se sobrecarregado, conjuntura percebida, por exemplo, na superlotação das clínicas e hospitais, na carência de medicamentos e na infraestrutura precária. O advento da PEC do teto, responsável por 20 anos o gasto público com saúde no brasil, é a principal responsável pela insuficiência da saúde no Brasil. Logo, pode se constatar uma analogia quanto a carência de tratamentos psiquiátricos e a falta de investimento monetário.
Ademais, vale salientar que ainda há certo preconceito impregnado na sociedade com detentores de distúrbios mentais. A partir dessa conjuntura, Freud definia como tabus que cercam e cerceiam as liberdades individuais e coletivas de uma determinada sociedade, o qual não se pode transgredir. A vista disso, pode se propor que os brasileiros ainda encaram os portadores de psicopatologia como tabus, cultivando um obstáculos a quem deveria procurar tratamento.
Urge, portanto, necessidade de mudança desse cenário nefasto. Cabe ao Estado, a partir do Ministério da fazenda, extinguir a PEC do teto para que seja destinado um maior financiamento á área da saúde com o intuito de ampliar a qualidade de tal âmbito. Alem disso, o estado também deve, com o auxilio da mídia, criar e expor em rádios e tvs programas educativos que ensinem mais sobre esses distúrbios, com o propósito de auxiliar o individuo para que este saiba onde procurar ajuda e também diminuem o preconceito existente. Quem sabe assim, a realidade se torne cada vez mais parecida com o mundo utópico de Thomas More.