A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 11/09/2020

Ao se pensar a respeito das doenças mentais no século XXI, é possível afirmar que existem diversas questões a serem discutidas. O aumento dos casos, as consequências do agravamento, a falta de apoio do Governo e o preconceito são algumas delas. Logo, medidas devem ser tomadas no sentido de conscientizar a população quanto a seriedade desse problema.

O primeiro ponto a ser discutido é o porquê do aumento das estatísticas no Brasil. O advento da tecnologia e das redes sociais instalaram na sociedade a cultura da cobrança, como por exemplo, do emprego perfeito, corpo escultural ou da viagem dos sonhos. Dessa forma, para alcançar esses objetivos os indivíduos acabam se submetendo a empregos com cargas horárias abusivas, ingestão de remédios sem acompanhamento de médicos e ao endividamento, fatores que levam à ansiedade e depressão.

Ademais, vale ressaltar que a falta de informação quanto aos sintomas e o preconceito atrasam o diagnóstico. A sudorese, preocupação intensa, falta de sono e fome são alguns indícios que se confundem com fatores do cotidiano, fato que atrapalha a procura por ajuda. Dessa maneira, as escolas devem criar atividades lúdicas a fim de ensinar as crianças, desde cedo, a perceber os sinais do corpo e enfrentá-los sem receio.

Portanto, é necessária a criação, por parte do Governo, de centros de atendimentos nas escolas públicas e privadas que garantam o diagnóstico precoce dessas doenças, a fim de tratá-las e de evitar o agravamento. Além dessa ação, o Estado deve aumentar o número de Caps (Centro de Atenção Psicossocial) no País e intensificar a divulgação do seu trabalho. Além do mais, a mídia deve divulgar os sintomas das doenças mentais por todos os canais possíveis, como televisão, rádio e cartazes, e a quem pedir ajuda. Por fim as escolas e universidades devem criar grupos de debates, destinados a pais e alunos, que garantam a discussão do problema e suas consequências, assim como formas de evitá-las e reduzi-las, visto que se não tratadas aumentam as chances de adquirir doenças autoimunes, câncer, derrames e levam até ao suicídio.