A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 20/11/2020
No período, do século XIX, na segunda fase do Romantismo, uma geração conhecida como mal do século, os autores mergulhavam em um exarcebado pessimismo doentil, devido as situações ocorridas na vida dos mesmos naquela época. Hodiernamente ainda acontecem situações como essas onde o aumento de casos de ansiedade, depressão e crises de pânico assolam o Brasil, casos estes que são reflexos de vários fatores entre eles por serem considerados “tabus” para a sociedade e por não ser tratado como algo sério que precisa ser visto e comentado tanto no meio social como na sáude brasileira.
A priori, as doenças mentais estão sendo vistas ainda hoje como no período romântico citado o “Mal do Sèculo”, pois são doenças que estão crescendo em números cada vez mais altos devido a falta de importância para esse assunto na atualidade. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), elas afetam mais de 40 milhões de pessoas no mundo e o Brasil é o maior em prevalência de ansiedade com 9,3%, caso este que é preocupante pela forma que vem sendo tratado, a falta de conversas e informações sobre a situação acarreta nas pessoas que vivem com esses transtornos formas diferentes de lidar com as situações que os rodeiam, jovens vivem atrelados em situações dificeis em varias esferas tanto em relacionamentos, como no meio estudantil, profissional e familiar e esses fatores são os principais impulsionadores dessas doenças nos dias atuais.
A posteriori, esse problema é ocasionado não só pela falta de conversas e dialógo no âmbito social e escolar, como na própria família, mas também pela falta de apoio da saúde pública do Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) não disponibiliza meios para tratamentos para esta enfermidade, o que é sério pois a maioria da população depende desse ensejo. De acordo com a Constituição de 1988, a saúde é direito de todos, e deve ser apropriada para todas as especialidades da medicina desde um clínico ao psicologo, entretanto a falta de investimentos nessa área de grande importância para o país afeta a vida de de muitas pessoas necessitadas.
Portanto, de acordo com os argumentos supracitados, cabe ao Governo em conjunto com o Ministério da Saúde, fazer investimentos na saúde pública para tratamentos em doenças mentais fazendo valer os direitos oferecidos pela constuituição, como também oferecer palestras, debates e propagandas sobre o assunto juntamente com a família e as escolas, para estimular o diálogo entre jovens e crianças desde cedo, para assim tirar da sociedade o “tabu” existente entre eles sobre tal assunto, fazendo dessa forma diminuir os cassos retratados por esses tipos de transtornos, de modo também a melhorar o relacionamento famíliar e social atual.