A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 17/10/2020

O livro “Mentes Inquietas” da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa retrata os desafios das doenças mentais, como hiperatividade e impulsividade ao mostrar a realidade que muitos indivíduos vivenciam diante da vida, porém, demonstra que esse assunto é pouco abordado na sociedade. Assim, é lícito afirmar que a falta de debates em abordar problemas psicológicos gera várias vertentes significativas na sua resolução. Isso ocorre devido à banalização desses transtornos mentais e à ausência de políticas públicas direcionadas para resolver as divergências nesse departamento.

Em primeira análise, evidencia-se que a banalização das doenças mentais corrobora drasticamente para o seu avanço. Isso acontece porque, a falta de conhecimento a respeito dos distúrbios mentais, possibilitam o desinteresse na sociedade, visto que os sintomas causados por essas enfermidades são emocionais, ou seja, não apresentam evidências como as doenças físicas, todavia, extremamente perigosas para a vida do ser humano. Sob essa óptica,segundo os dados da OMS(Organização Mundial da Saúde), cerca de 86% dos brasileiros sofrem com ansiedade, esse percentual mostra que inúmeras pessoas precisam de ajuda médica. Consequentemente,a ausência da busca de informação potencializa para o aumento dos casos e que colabora para o agravamento .

Além disso, é imperativo pontuar que a insuficiência de políticas públicas intensifica o problema. Essa lógica, é comprovada com a escassez de profissionais da área neurológica no âmbito do SUS(Sistema Único de Saúde), para atender a grande demanda de pacientes que necessitam de um diagnóstico e também a indisponibilidade de medicamentos para casos mais graves. Contudo,a Constituição Federal de 1988, garante o direito ao acesso a saúde qualificada, entretanto, na prática, essa veracidade é diferente da condição vigente. Logo, é substancial a mudança desse quadro para que haja ação econômica do Governo em melhorar o atendimento no órgão mencionado.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para amenizar as doenças mentais. Posto isto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, lançar campanhas elucidativas ao esclarecer para a população a importância de procurar um especialista em tratar as crises existenciais, por meio de consultas periódicas com psicólogos na busca de aliviar os sintomas causados pela doença específica do paciente, no intuito de promover melhor qualidade de vida e bem-estar psíquico. Ademais, é preciso que o Governo Federal coloque em rigor a Constituição ao contratar mais profissionais desse setor em atender o público alvo e proporcionar remédios para auxiliar na recuperação do cidadão ao visar a diminuição de casos de transtornos mentais pertinentes na sociedade. Sendo assim,o livro da psiquiatra Ana Beatriz poderá se realizar na corporação.