A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 21/10/2020
No início do século XVIII, o ultraromantismo representado na segunda geração, foi caracterizado pelo pessimismo extremo, conhecido como mal do século.Qualificado por sentimentos de ódio, melancolia e defasagem de autoestima. Diante desse ideal, a necessidade de debater as doenças mentais é primordial, em consequência de muitas pessoas que sofrem com esse transtorno e não possuem nenhum acompanhamento psicológico. Nesse âmbito, pode-se analisar a ausência de empatia do meio social, em consonância com a falta de profissionais qualificados para uma grande demanda de pacientes que contribuem, majoritariamente, para o agravamento da problemática.
A priori, é fundamental pontuar que segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman - a sociedade contemporânea vive uma “Modernidade Liquida” na qual mostram relações fragilizadas, sem valores sociais como respeito e empatia. Desse modo, é retratado, hodiernamente, as relações com pessoas que sofrem com problemas psicológicos, em que o indivíduo é desrespeitado e associado a uma pessoa “fresca” por designar a doença como algo relacionado a falta de religião.
A posteriori, é indispensável destacar também, ainda que, a Constituição Federal de 1988, assegurou em seu artigo 227 o acesso à saúde, educação e ao lazer, as crianças e adolescentes, a salvo de todas as formas de negligência. Entretanto, diante aos poucos profissionais na área da psicologia, para uma população alta com graves distúrbios mentais e o aumento de suicídios entre jovens, é notório que esse direto não é garantido.
O panorama geral que contribui para necessidade de debater as doenças mentais, reflete a necessidade de implementação de medidas. Em suma, faz-se necessário a atuação do Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde na realização de centros de apoio em todas as redes de saúde apresentando palestras com psicólogos para auxiliar no tratamento. Para esse fim, é necessário que o Estado disponibilize mais verbas para o setor da saúde, promovendo a contratação de mais psicólogos, para que mais pessoas tenha acesso e acessibilidade a medicações. Outra iniciativa plausível, é a utilização da mídia, por meio de ficções engajadas, para abordar os principais sintomas para que os indivíduos que possuírem quaisquer sinais consigam procurar assistência. Além disso, a família e a sociedade tem papel social fundamental na formação ética, educacional e emocional de cada pessoa, com isso é importante que o meio social se sensibilize deem mais atenção as pessoas com esse problema, afim de aconselhar-los a buscar um profissional. Assim, poder-se-á criar um ideal de geração distante do proposto pelo mal do século.