A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 12/11/2020

A série norte-americana “13 reasons why”, retrata a vida de Hannah Baker, uma adolescente que diariamente é vítima de bullying e de assédio moral e sexual em sua escola, desenvolvendo assim, diversos transtornos mentais. Fora da ficção, a saúde mental tem sido tratada de forma banal por uma grande mazela da população. Diante disso, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na nação.

Precipuamente, é fulcral pontuar a falta de debates nas escolas como promotor do problema. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 400 milhões de pessoas são afetados por doenças mentais, número que seria diminuído caso as instituições educativas desenvolvessem papel ativo para a extinção desse problema, promovendo disciplinas interdisciplinares e palestras alegando sobre a importância desse assunto, que até hoje é desprezado e visto como “frescura” por grande parcela dos cidadãos.

Outrossim, é válido salientar a defasagem no sistema de saúde para o tratamento dessas doenças. De acordo com a ONU, cerca de 80% da população que sofrem de enfermidades psicológicas não tem acesso ao tratamento adequado, desrespeitando o artigo 196 da Carta Magma brasileira, na qual consta que todos os sujeitos possuem direito ao acesso à saúde pública. Assim, a falta de ações afirmativas para esses indivíduos os desampara e fomenta a continuidade do impasse. Portanto, torna-se evidente a necessidade de medidas exequíveis para superar o obstáculo.

Dessarte, com o fito de diminuir o número de casos de doenças mentais na pátria, necessita-se, urgentemente que o Tribunal de Contas da União, direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, seja revertido na criação de clinicas especializadas para esse tipo de tratamento, priorizando as regiões mais carentes do país, onde se encontra a população que não tem condições de pagar um tratamento de qualidade. Somente assim, atenuar-se-á em médio e longo prazo o impacto nocivo do impasse.