A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 07/12/2020
Em consonância com a psiquiatra Nise da Silveira, os problemas de saúde mental devem ser tratados de forma humanizada, recusando a utilização de eletrochoques, camisas de força, isolamentos e outros métodos que sejam extremamente brutais. Entretanto, no cotidiano as doenças mentais se tornaram um tabu e aqueles que sofrem com esses transtornos possuem seus direitos fundamentais, como liberdade e dignidade, retirados. Nesse contexto, é imprescindível buscar alternativas que inibam tais atos.
A princípio, é necessário avaliar o enorme crescimento das doenças mentais no Brasil, que é cada vez mais presente no dia a dia da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é considerado o país com maiores casos de transtorno de ansiedade do mundo, afetando cerca de 18,6 milhões de brasileiros e o quinto com maior número de pessoas com depressão. Apesar do número alarmante, grande parte dessas pessoas não possuem assistência médica e tratamento adequado.
Em seguida, é relevante observar a dificuldade de se debater sobre o assunto. Na Idade Média, por exemplo, os problemas da psique eram demonizados, tidos como castigos e que aqueles que sofressem com algum tipo de doença mental precisavam de exorcismo. Em posse dessa informação, é possível observar a marginalização da sociedade sobre aqueles que sofrem com esses problemas.
Portanto, fica claro a necessidade de debater as doenças mentais. Para tanto, é dever do Governo Federal, como instância máxima administrativa, promover ampla divulgação sobre o assunto com profissionais habilitados para o aumento da melhoria no sistema de saúde para pacientes com doenças mentais. Isso seria efetivado por meio de parcerias feitas com instituições públicas e privadas, em troca de subsídios fiscais com o intuito de investir na qualidade de clínicas e qualificação dos funcionários. Essa proposta tem por finalidade motivar as pessoas a procurarem ajuda e fazer presente o tratamento psicológico em todo território brasileiro.