A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 06/12/2020

Segundo Mahatma Gandhi, “as doenças são o resultado não só dos nossos atos, mas também dos nossos pensamentos”. Nesse sentido, as patologias relacionadas a mente tem ganhado importância devido ao aumento exponencial dos acometidos. Entretanto, a banalização, o preconceito e a ausência de um sistema de tratamento aparecem-se como obstáculos na superação desse problema.

Primeiramente, é relevante abordar a união entre banalização e preconceito que dificultam não só o reconhecimento da doença, mas também a busca por tratamento. Nesse contexto, é comum ver a palavra “depressão” associada à páginas de humor, além de um pensamento social amplamente difundido de que distúrbios psíquicos são asneiras. Assim sendo, essa junção, fomenta a ilusão de que esse problema é distante da realidade, dificultando a primeira etapa do tratamento: o reconhecimento e a aceitação.

Paralelamente, a defasagem quanto ao tratamento clínico dos pacientes, além do aumento rápido do número de casos devem ser mencionados. De acordo com a OMS, cerca de 9% da população brasileira sofre com algum distúrbio de ordem psíquica, sendo assim, esses não são assistidos de maneira eficiente, uma vez que faltam profissionais e medicamentos. Essa conjuntura contribui para o surgimento de agravantes como a automutilação e o suicídio, potencializando o problema.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas a fim de mitigar essa problemática. Com essa perspectiva, o Ministério da Saúde, por meio de um direcionamento de verbas, deve investir em uma sistema de apoio aos pacientes, com hospitais especializados, profissionais (terapeutas, assistentes sociais, psicólogos e psiquiatras) e medicamentos. Ademais o Ministério da Educação, deve promover palestras em ambientes escolares e universitários acerca da importância de respeitar e tratar essas doenças. Com isso, o senso crítico pode ser desenvolvido na sociedade, e esse estorvilho ser superado.