A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 08/01/2021

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão à realidade do Brasil, ainda que a ciência contribua para o tratamento de pessoas, em virtude do bem-estar, ainda assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que as doenças mentais não são evidenciadas com seriedade. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito do individualismo, bem como a falta de acesso ao tratamento adequado acaba por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, com o desenvolvimento das tecnologias de informação, a partir de 1990, houve a fusão do mundo virtual e físico. A partir disso, o indivíduo assume uma postura característica da modernidade líquida, marcada pelas relações sociais frágeis, em decorrência do individualismo, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman. Desse modo, as pessoas que apresentam alguma doença mental, como transtorno bipolar, tendem a ter dificuldades para serem amparadas, visto que o cuidado com o próximo não ocorre de forma efetiva. Com isso, é preciso que o Poder Público tome medidas para garantir o equilíbrio da sociedade, a fim de priorizar pela empatia e relações rígidas.

Sob um segundo enfoque, sabe-se que a falta de seriedade das pessoas com as doenças mentais, instala-se por serem compreendidas como “loucura” ou frescura”. No entanto, é notório que muitas pessoas tiram a própria vida por conta de algum transtorno, em contrapartida isso ainda é visto de forma preconceituosa. Além disso, segundo a Organização Mundial de Saúde, dentre as mais de 400 milhões de pessoas afetadas, 80%, em média, não tem acesso a um tratamento adequado. Desse modo, fica claro a falta de assistência médica, tanto quanto reconhecimento da sociedade, de modo que possibilite a ajuda básica ao doente, evitando consequências como isolamento social, depressão e até mesmo suicídio.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos nas escolas, sendo administrados por profissionais da área médica e psicológica, para que seja disponibilizado o tratamento adequado aqueles que sofrem de algum distúrbio mental, a fim de assegurar essas pessoas de possíveis problemas futuros, como a depressão. Além disso, cabe ao Governo garantir a fiscalização, nos hospitais, a fim de garantir a responsabilidade afetiva e profissional ao paciente. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de mundo melhor.