A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 08/01/2021
Mesmo com o avanço das ciências médicas e da tecnologia que ocorreram nos últimos séculos, é comum muitos indivíduos continuarem a negligenciar a saúde, principalmente no que diz respeito à mente. Apesar das variadas opções de atendimento e especialidades na área da psicologia e psiquiatria, há diversos motivos que levam uma pessoa a não procurar auxílio, trazendo consequências a longo prazo que podem afetar diversos aspectos da vida.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma a cada dez pessoas da população mundial sofre de algum distúrbio de saúde mental, onde destacam-se a ansiedade e depressão. Do mesmo modo, as populações mais afetadas são as mais jovens e/ou minorias sociais, que muitas vezes são submetidos a um grande nível de estresse e traumas, onde podemos citar o preconceito racial e contra a comunidade LGBT; abusos sofridos na infância; além do baixo nível socioeconômico. Concomitantemente, países desenvolvidos possuem menores taxas de distúrbios mentais em comparação com os países subdesenvolvidos.
A falta de investimento em saúde pública pode elevar a desigualdade no acesso à psicologia e psiquiatria, impedindo que parte da população consiga usufruir desses serviços. Junto a isso, o julgamento da família pode interferir na decisão de procurar ajuda especializada. Doenças não tratadas podem levar o indivíduo a cometer atentados contra as pessoas próximas ou a si mesmo, onde nesse último inclui auto mutilação e, em casos mais graves, o suicídio.
Em suma, para que ocorra a melhora desse problema, a criação de políticas públicas e leis voltadas a saúde mental através do governo é algo essencial, como também o treinamento e capacitação de funcionários nessa área; o investimento em hospitais psiquiátricos e o aumento número de leitos; e contar com a disseminação de informações sobre doenças mentais e seus riscos através da mídia.