A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 17/01/2021

Dados divulgados pela OMS mostram que,1 em cada 20 pessoas são afetadas pela depressão, além dessa ser a 2º maior causa de afastamento de trabalho no mundo. Apesar de o acesso à esses dados ser uma conquista, o estigma associado às doenças mentais é um grave problema enraízado na sociedade brasileira, projetando a desvalorização, ignorância e preconceito sobre o assunto. No que tange ao tema, há duas causas latentes passa a sua permanência, que são a falta de informação e individualismo.

Primeiramente, um grande potencializador dos estigmas associados às doenças mentais é a falta de informação. De acordo com Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Nesse viés, é evidente uma lacuna educacional, já que os jovens brasileiros não estão sendo instruídos a cerca do dilema, sendo que, a escola é responsável pela preparação para a cidadania. Portanto, a falta de informação gerada é um mal que corrobora com a permanência da questão.

Em segundo plano, outro motivador é o individualismo. Segundo Simone de Beauvior, “Todos nós somos responsáveis por tudo e todos os seres humanos”. Tendo issso em vista, verifica-se a irresponsabilidade e desconsideração da população com as pessoas que sofrem com as doenças mentais e seus estigmas. Nesse perspectiva, é dever do país ser solidário e compreender a real importância desse obstáculo, suas causas e consequências.

Contudo, uma intervenção se faz necessária. Portanto, o MEC, junto à secretaria, devem realizar uma semana de conscientização, por meio de um cronograma de palestras na escola, que podem ser abertas à comunidade. A partir dessa ação, é possível organizar organizar entrevistas e relatos com pessoas que sofrem ou sofreram de doenças mentais e seus estigmas. Com a finalidade de promover o conhecimento sobre a problemática, assim, contornando a desinformação do povo. Enfim, com atitudes com essa, talvez, comece a se criar um Brasil melhor.