A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 17/01/2021
A Constituição Federal de 1988, afirma que todos os cidadãos tem direito a educação, segurança e saúde. Entretanto, o direito a saúde não está sendo assegurado, haja vista que grande parte da população tem sofrido com a falta de saúde mental. Dessa forma, é necessário observar os principais problemas associados a esses transtornos: o individualismo e a banalização social.
Em primeiro plano, destaca-se que a indiferença social afeta a coletividade. O conceito de “Homem Cordial”, abordado por Sérgio Buarque de Holanda, diz que colocar o indivíduo acima do coletivoprovoca irreparáveis danos sociais. Desse modo, percebe-se o quanto o individualismo tem contribuido para o aumento dos casos de transtornos psicologicos nos cidadãos brasileiros.
Cabe mencionar, em segundo plano que os problemas psicológicos estão sendo rotulados pelos populares como “frescura” ou como algo comum. A filósofa alemã, Hanna Arendt em sua obra Eichman em Jerusalém, aborda o conceito da banalidade do mal, no qual a autora afirma que o pior mal é aquele visto como cotidiano. Assim sendo, a banalização dos transtornos psicológicos atua dificultando a identificação da doença e no seu possível tratamento.
Portanto, medidas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental que o Ministério da Saúde não só invista na contratação de psicológos e psiquiatras, mas também em propagandas nas redes sociais que ajudem na identificação da doença e que concientizem dos problemas que elas podem causar, desse modo haverá menos cidadãos com transtornos psicológicos graves e o estigma à cerca das doenças mentais diminuirá. Somente assim, os direitos estabelecidos na Carta Magna serão assegurados para toda a população brasileira.