A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 18/01/2021
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todo cidadão o direito à vida e à saúde. Conquanto, na sociedade moderna aonde pessoas com problemas mentais são vítimas de forte preconceito e exclusão social, esses direitos acabam não chegando até elas. No Brasil, a falta da devida atenção por parte do Estado e a vida cada vez mais digital, vinculadas às redes sociais como Facebook e Instagram, são os grandes agravadores desse problema.
Em primeira análise, é lícito postular que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 12 milhões de brasileiros sofrem de depressão. Diante disso, faz-se mister que o governo federal invista em postos de apoio psicológico e tratamento por todo o território nacional. Entretanto, esse suporte não é visto na prática, pelo contrário, o descaso por parte do governo é alarmante e faz necessário uma mudança na política pública de saúde do país.
Já num segundo plano, o domínio das redes sociais na vida dos brasileiros, transforma cada vez mais a forma de viver da população. Levados pela ideia de que famosos vivem perfeitamente bem em suas redes sociais, acabam caindo na depressão da rotina simples de suas vidas. A série Black Mirror, da Netflix, trata bem o tema num episódio aonde as pessoas são avaliadas o tempo todo por notas, e aquelas com baixa média de pontos perdem o acesso à determinados programas e sofrem exclusão da sociedade.
Evidencia-se, portanto, que medidas são necessárias para sanar esse problema. O Ministério da Saúde, com o apoio dos governos municipais, tem de criar postos de apoio psicológico e tratamento para pessoas com indícios de problemas psicológicos. Ademais, divulgar por meio de propagandas nas próprias redes sociais, debates a respeito das doenças mentais e onde conseguir tratamento profissional adequado. Com tais mudanças, espera-se contruir um país justo e igualitário.