A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/01/2021

A Constituição Federal, promulgada em 1988, prevê o acesso à saúde como direito pleno de todo cidadão. Sob a ótica constitucional, ainda que garantido em lei, o acesso à saúde, no Brasil, enfrenta diversos entraves no quesito da prevenção e suporte às doenças mentais, em especial, as silenciosas. Assim, é lícito afirmar que a falta de informação da população brasileira sobre as doenças mentais e o preconceito com o potador, seja no trabalho, seja no dia-a-dia, perpetuam esse cenário negativo.

Em primeiro plano, nota-se que a falta de informação acerca das doenças mentais silenciosas, como a depressão, gera repulsa em grande aprte da populção na procura de ajuda médica. Conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 25% da população brasileira vive na linha da pobreza. Essa informação evidencia que são necessárias a adoção de políticas públicas estratégias para que a informação chege a população mais carente, para que tomem conhecimento sobre as patalogias.

Outrossim, é imperativo que o preconceito contra as pessoas que apresentam um quadro de patologia mental, mesmo que de forma velada, está enraizado na sociedade. Tal preconceito é percebido quando leis são elaboradas como política de inclusão dos enfermos no mercado de trabalho, tornando uma obrigação a contratação destes. Contrariando o darwinismo social, de Herbert Spencer, os menos capacitados, nesse caso, os que possuem quadro psíquico alterado, não devem ser marginalizados e “esquecidos”, uma vez que o artigo 5º da Constituição Federal garantem a igualdade a todos, independente de suas particularidades.

Logo, medidas devem ter tomadas para que esse cenário se reverta. É fundamental que o Ministério da Saúde, por meio do IBGE, busque averiguar quais são as fontes de informações mais consumidas pela população e trace estratégias de divulgação e alcance, a fim de que toda população tome conhecimento da importância e cuidados com as doenças mentais. Além disso, é de suma importância que o Ministério da Economia, em parceria com os estados e municípios, subsídiem cursos profissionalizantes, medinte a comprovação do portador da patalogia. Dessarte, espera-se que a informação seja difundida e que o preconceito diminua.